terça-feira, novembro 08, 2005

Resposta ao Lucro

O ganho de mais valias económicas continua a ser visto, principalmente por sectores sociais com uma determinada orientação política, como a principal justificação de acordos de paz, guerras, políticas públicas e demais acções de Estado.
Embora a questão seja mais complexa que isto, mas um blog não se destina a ser um lugar de publicação de teses de mestrado ou de doutoramento, julgo que a raiz da questão se encontra na dicotomia doutrinária de quem comanda o mundo: a economia ou a política?
Perguntas, Filipe, se se pode continuar a pensar hoje que o lucro determina a acção política internacional. Na minha opinião, nunca se pôde aplicar essa “regra”.
Dizer que o lucro ou mesmo generalizando, a economia estipula de forma determinante a política internacional parece-me redutor. Não insignificante, mas redutor.
A título de exemplo, as guerras sempre tiveram como objectivo (de um modo geral) desígnios nacionais de natureza política, bases de defesa, materializações ideológicas e a subsistência ou o enaltecimento de povos. Bem sei que para o fazer são necessários recursos materiais e humanos aos quais estão subjacentes capitais financeiros. Mas entendo a economia como um meio ao serviço da política, e não o contrário. Talvez o principal instrumento, mas nunca um motor. Por isto, considero estarmos de acordo.
Porque é que a sociedade aplica ou continua a aplicar esta "regra"? Não sei.
Porque é que os activistas anti-globalização vão aos espectáculos da MTV e a festivais de verão patrocinados pela Coca-Cola?

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