sexta-feira, dezembro 09, 2005

Se havia dúvidas que a política era mal vista em Portugal…

“Mais de 55 por cento dos portugueses inquiridos num estudo da organização não governamental Transparency International (TI) consideram que a corrupção afecta de forma significativa a vida política, foi hoje revelado.

Os dados relativos a Portugal constam do relatório da TI, tornado público hoje, Dia Mundial das Nações Unidas contra a Corrupção, e acompanham a tendência revelada na maioria dos 69 países dos cinco continentes abrangidos pelo estudo.

Segundo relevou Huguette Labelle, presidente da TI, durante a apresentação do "Barómetro Mundial da Corrupção 2005", "os partidos políticos são encarados como os mais corruptos" em 45 dos 69 países abrangidos pelo inquérito, no qual foram ouvidas cerca de 55.mil pessoas.

Na sondagem efectuada em Portugal pela empresa TNS Eurotest, atrás dos partidos políticos, considerados como a instituição mais corrupta, surgem o Parlamento, a polícia, o sistema judicial, a administração fiscal, o sector privado e as alfândegas.

As organizações não-governamentais e as instituições religiosas são apontadas como as instituições menos corrompidas em todo o mundo.
Em Portugal, as Forças Armadas aparecem como a instituição menos corrupta.
Quanto à forma como a corrupção tem evoluído nos últimos três anos, 42 por cento dos portugueses entrevistados consideraram que aumentou muito, 26 por cento que aumentou um pouco e 21 por cento que não existiu qualquer evolução."

Fonte: Agência Lusa

1 comentário:

Rui Estêvão Alexandre disse...

A fase pré-eleitoral em que Portugal se encontra de momento podia, e aliás tinha tudo para credibilizar, ou contribuir para a credibilização da política nacional. No entanto, o jogo do empurra da direita para a esquerda, e de uns para outro candidatos tem mostrado que nenhum está verdadeiramente empenhado em resolver este problema.
Será que nos resta apenas a resignação? Penso que um candidato forte, com sentido de Estado, poderá contribuir para a solução, ao contrário do os que temos têm conseguido.