sexta-feira, julho 21, 2006

Há coisas que não mudam!

Entregue o trabalho de Seminário e a um exame oral do fim da minha licenciatura posso, finalmente, tornar à vida dos comuns mortais e, concretamente, voltar a escrever no nosso estimado blog.
Julgo que foi ontem – porque a sucessão de directas e afogamentos em papel toldam a nossa percepção temporal – que ouvi a bancada do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Comunista Português (PCP) a pronunciarem-se, em sede Parlamentar, sobre a recente crise no Líbano. Pensei estar num momentum letárgico, resultado da clausura própria do estudo, e estar a perceber mal o que incessantemente forçava a entrada nos meus pobres ouvidos. Mas não!
O BE acusava Israel de graves violações aos direitos humanos e o PCP acusava o Estado israelita de “terrorismo de Estado”. Em primeiro lugar, importa salientar que é sempre hilariante ouvir um partido comunista a acusar alguém de terrorismo de Estado. Em segundo lugar, e verdadeiramente lamentável, foi a total ausência de críticas, reparos ou menções à acção criminosa e altamente condenável do Hezbollah e do Hamas. Até Chirac pôs a tónica do seu discurso na crítica às acções desencadeadas pelos grupos terroristas!
Recordei-me disto, e julguei ser matéria para um post, porque ouvi alguém perguntar se “a qualidade dos debates parlamentares em Portugal tem a qualidade exigida a uma democracia madura?”. Bom, a resposta parece-me óbvia. O problema não é a qualidade dos debates, é a maturidade da democracia!!!

PS - A fechar este texto, ouvi Ângelo Correia a dizer que o Hezbollah “é um partido que faz terrorismo”. Não será: “O Hezbollah é um grupo terrorista que faz política”?

1 comentário:

Tiago Lemos disse...

E eu hoje (03/08/2006) ouvi o José Rodrigues dos Santos a dizer na RTP1 que, o Hezbollah é um partido politico que efectua acções armadas! !!!??? Tratem as coisas pelos nomes, o Hezbollah é um GRUPO TERRORISTA! Não deviam os senhores jornalistas primar pelo rigor e pela imparcialidade?