quarta-feira, maio 03, 2006
CONFERÊNCIA 5 Maio 2006
1º painel: 9:30h - "Segurança Energética": Prof. Manuel Enes Ferreira e Eng. António Costa e Silva.
Coffe Break
2º painel: 11:00h - "Estamos em Guerra com o Islão?": Prof. Jõao Marques de Almeida e Eng. Ângelo Correia.
E o calimero....
António Pires de Lima
Deputado do CDS
Esta liderança é frágil?
Um ano depois da eleição de Ribeiro e Castro, é forçoso reconhecer que esta liderança tem revelado insuficiências importantes. É discutível a eficácia do próprio líder quando fala para os portugueses, que parecem não entender muito bem a mensagem dele. A agenda do partido tem sido muito confusa. Há uma reflexão a fazer sobre as prioridades do CDS no combate político. E já não há pachorra para ver Ribeiro e Castro justificar sistematicamente as suas insuficiências de afirmação externa com o funcionamento do próprio partido, queixando-se de mim e de Telmo Correia, ou lamentando que Paulo Portas não tenha emigrado. Esperaríamos que valorizasse aqueles que dão a cara pelo partido todos os dias em vez de fazer o discurso de um presidente-Calimero.
In Diário de Notícias
Telmo Correia
Deputado do CDS
Telmo Correia afirmou ao CM que o presidente centrista “tem falta de estômago” por não aceitar as críticas, numa alusão ao comentário feito por Ribeiro e Castro sobre as suas duas entrevistas no último fim-de-semana: “É necessário mais envolvimento da parte de todos.”
segunda-feira, maio 01, 2006
DARFUR

O actor norte-americano George Clooney pediu hoje aos Estados Unidos para reforçarem as suas iniciativas a favor do Darfur (ocidente do Sudão) a fim de pôr fim ao que chamou «o primeiro genocídio do Século XXI».
Durante uma conferência de imprensa em Washington, Clooney disse:
Regressado no início da semana de uma viagem ao Darfur, o actor advertiu que «toda uma geração já não estará lá (à) e só ficará a História para nos julgar». Clooney exortou à mobilização da opinião pública para levar os governos de todo o mundo a reforçar a sua acção, nomeadamente por ocasião de manifestações previstas para domingo em Washington e São Francisco.
«O Presidente Bush quer pôr fim a isso, o Congresso quer o mesmo. Precisamos agora que os americanos e os povos do mundo venham em sua ajuda, que eles lhes digam a que ponto é importante para eles», acrescentou.
O apelo de Clooney ocorreu precisamente no dia em que George W.Bush ordenou o congelamento dos bens de quatro responsáveis sudaneses culpados, segundo a Casa Branca, de «crimes ignóbeis» no Darfur, na sequência da aplicação de sanções decididas pelo Conselho de segurança da ONU por proposta norte-americana.
Dez mil pessoas responderam ao apelo de George Clooney só em Washington. O actor tinha pedido aos norte-americanos que exigissem nas ruas o fim do que diz ser o primeiro genocído do século XXI. "Salvem o Darfur" foi a frase que deu o mote às manifestações.
A manifestação em Washington foi a que teve maior participação, mas o apelo de George Clooney levou milhares de pessoas à rua em todo o país. Políticos, actores, atletas, religiosos ou sobreviventes à violência do Darfur estiveram presentes nos protestos.
As declarações de Bush na Week of Prayer and Action for Darfur podem ser lidas clicando aqui.
Mais informações podem ser obtigas através do site SAVE DARFUR.
terça-feira, abril 25, 2006
Qual cravo?

quinta-feira, abril 20, 2006
Universidade Lusíada de Lisboa no World MUN 2006
De regresso da China, a Universidade Lusíada de Lisboa registrou novamente uma excelente participação na edição deste ano do Harvard World MUN, com a atribuição de um Diplomacy Award, conseguido por Diogo Noivo, estudante finalista de Ciência Política, que representou a Argentina no Comité de Desarmamento e Segurança Internacional. Este é a primeira vez que um estudante português consegue um prémio neste evento.
O intercâmbio cultural e académico ao longo dos cinco dias que durou o evento foi impressionante e constituiu uma fonte de experiências que dificilmente se podem esquecer. Mas não só a parte de trabalho foi importante, as visitas turísticas e as festas foram igualmente (ou ainda mais) apreciadas.
A participação dos nossos alunos foi excelente, pois conseguiram integrar, nas resoluções finais de todos os comités, as propostas por eles defendidas.
O elevado número de delegados portugueses presentes no evento permitiu uma ampla divulgação da nossa Universidade e do país em geral.
Os óptimos resultados obtidos este ano, que consolidam os passos dados nos três anos anteriores, são um forte incentivo para que o CEPRI organize uma nova participação da nossa Universidade no World MUN 2007.
quarta-feira, abril 12, 2006
Berlusconi e Portugal
Berlusconi foi mais um numa lista que ameaça crescer em cada ano que passa. É óbvio que, tanto a esquerda que o derrotou nas urnas, como a “inteligencia” europeia, preferem pensar que esta derrota não é mais que o justo castigo para um político espalhafatoso, desbocado, suspeito de ilegalidades várias e pouco credível. É certo que a personalidade da criatura suscita paixões e ódios, mas não invalida o essencial, e o essencial é que a Itália, como os outros países do euro, ficou tremendamente condicionada nas suas capacidades, e o resultado é uma economia apática, em perda, e um povo inseguro e descrente no futuro.
Quando desenharam e implementaram o euro, a maior parte dos políticos europeus não teve certamente a consciência de que estava a colocar a cabeça no cepo. Ao transferirem poderes para o Banco Central Europeu e para outros órgãos comunitários, os políticos nacionais perdiam algumas das mais poderosas armas políticas ao seu dispor. Perdiam a possibilidade de emitir moeda, a possibilidade de fazer variar a taxa de juro, a possibilidade de desvalorizarem a sua moeda, a possibilidade de emitirem dívida pública, e a possibilidade de terem deficits orçamentais elevados. De uma assentada, entregavam as metralhadoras, os rockets, as pistolas e as balas de toda a sua parafernália de poderes económicos. Na prática, perdiam muito poder, ficando limitados na sua actuação à política fiscal. Porém, entregaram os poderes mas não entregaram as responsabilidades. Aos olhos dos cidadãos de cada país, não passou a existir um poder central europeu que pudesse ser responsabilizado pelos males da economia, e a culpa de todos os males continuou a ser imputada aos governos nacionais. Estes, atarantados, apertados pelo torniquete das regras do euro, passaram a vítimas frágeis das crises económicas. A crise aperta, Bruxelas não deixa, vai-se a votos e cai o Governo. O filme passa em muitos cinemas europeus e o fim é sempre o mesmo, como agora se viu em Itália.
Até porque, como em Portugal, em Itália a economia foi habituada a trinta anos de desvalorização da moeda, para poder competir. O choque com um euro forte é devastador, e lá como cá, os governos tentam, mas os resultados são desastrosos, e perdem as eleições. José Sócrates devia reflectir nisto. Por mais que “as expectativas” tenham mudado em Portugal, por mais “choques tecnológicos” que se administrem aos indígenas, a verdade é que a economia real sofre com o euro e vai demorar décadas até se adaptar e transformar. Não se muda um país em cinco anos. É muito mais fácil mudar de governo, e atirar borda fora aqueles que o povo considera responsáveis pela crise que sente no bolso.
Os europeus quiseram uma Europa próspera, mas começaram pela economia, esquecendo a política. Sem um poder central europeu legítimo aos olhos do cidadão, e que vá a votos com regularidade, a Europa do euro está condenada a transformar-se num cemitério de governos nacionais, e a prazo arrisca-se à paralisia. A derrota de Berlusconi não foi apenas a derrota merecida de um político carnavalesco, mas também a confirmação de que os governos europeus estão metidos numa armadilha diabólica.
Domingos Amaral, Director da revista Maxmen, para o DE
Será a República uma Monarquia?
Aqui há dias, ao ver o Presidente e a mulher no Hospital da Estefânia, trocando palavras de circunstância com doentes e profissionais de saúde, revi a Princesa Diana nos inúmeros hospitais por onde espalhou o seu sorriso. Numa revista social vejo Maria Cavaco Silva no Palácio de Belém rodeada pelos seus alunos da Universidade Católica e as imagens não são diferentes daquelas que mostram regularmente reis, rainhas e princesas de toda a Europa.
Ou seja, nos três momentos que observei o que releva das imagens é exactamente uma aproximação aos modelos, modos de estar e posturas que as monarquias europeias têm vindo a adoptar.
Já se sentia essa carga com Mário Soares e depois com Jorge Sampaio, mas em ambos os casos era óbvio algum amadorismo na forma de lidar com as novas realidades mediáticas. Agora, com o novo Presidente, profissionaliza-se a atitude e parece que fica definida, de uma vez por todas, a carga simbólica do Presidente, e esta mistura do melhor de dois mundos: democracia plena, a eleição directa, os direitos e poderes do Presidente, de um lado; e do outro lado, a postura majestosa, o peso do protocolo, a atitude simbólica nos actos públicos.
Nas ruas, teremos um Rei e uma Rainha, como o povo deseja e gosta de ver, de preferência com as melhores jóias, como a rainha de Inglaterra defendia - dentro das quatro paredes do Palácio de Belém, teremos um político profissional e uma primeira-dama que já confessou que está, dentro de casa, de "olho mais atento para as coisas que estão a precisar de obras". Um animado convívio entre dois regimes.
Conselho de Segurança deve ponderar aplicação de sanções ao Irão
"Penso que o Conselho de Segurança deve ter em consideração o passo dado pelo Irão", afirmou a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, em declarações aos jornalistas.
A chefe da diplomacia norte-americana sublinhou que o Irão desrespeitou as exigências internacionais ao começar a enriquecer urânio, pelo que a instância máxima da ONU deve ponderar, na sua próxima reunião, "medidas fortes para garantir a manutenção da credibilidade da comunidade internacional nesta questão".
Contudo, a responsável propôs a realização de uma reunião de emergência para analisar a questão, afirmando que só deve ser tomada uma decisão depois do director da agência internacional de Energia Atómica (AIEA) apresentar o relatório sobre a situação no terreno, o que deverá acontecer no próximo dia 28.
Rice não revelou quais as medidas que Washington quer aplicar ao Irão, mas o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, garantiu que não está em causa qualquer acção militar, mas um reforço da pressão diplomática sobre Teerão.
Mais explícito, o porta-voz da Casa Branca afirmou que a aprovação de sanções contra o regime iraniano é "certamente uma opção em cima da mesa" para contrariar a "ameaça" nuclear de Teerão."As actividades de enriquecimento de urânio são uma afronta ao Conselho de Segurança e à AIEA", sublinhou o porta-voz.
A aplicação de sanções económicas ou diplomáticas contra o Irão é uma possibilidade desde que o programa nuclear do país foi denunciado ao Conselho de Segurança.
Contudo, a Rússia e a China (membros permanentes, com direito de veto) opuseram-se, até agora, a este tipo de iniciativa, por considerarem que irá levar o Irão a suspender a colaboração com a AIEA, renunciando à fiscalização internacional.
In PÚBLICO
To be...
Devido ao desinteresse de comentários deixados a alguns posts, o CEPRI decidiu que os comentários devem ser exclusivamente assinados por utilizadores registados, desaparecendo assim os absurdos e desprezíveis "anónimos", que simplesmente parecem não encontrar lugar numa sociedade plural como a nossa.
ANÓNIMOS
P.S. Sabem quanto custa apagar um comentário? Um simples click... :)
segunda-feira, abril 10, 2006
CIAO SILVIO...
Vamos ter saudades dele. Porquê: porque nos fazia rir e - principalmente - porque nos fazia recordar que há quem tenha menos sorte na escolha dos seus governantes. Mas a vida é assim. Para grande tristeza nossa - e maior desilusão do próprio -, Silvio Berlusconi foi afastado do poder em Itália.
RESULTADOS ELEITORAIS ITALIA
GAFFE NÚMERO UM
Governo francês cede
Chirac anuncia a substituição do CPE; Villepin confirma decisão
O Presidente francês "decidiu substituir" o Contrato de Primeiro Emprego que tanta contestação social levantou e que mergulhou o país numa crise nas últimas dez semanas, anunciou esta manhã a Presidência francesa. Um pouco mais tarde, o primeiro-ministro veio confirmar a decisão.
A suspensão da lei do primeiro emprego foi decidida esta manhã numa reunião entre Jacques Chirac e Dominique de Villepin."Sob proposta do primeiro-ministro e depois de ouvir os lideres dos grupos parlamentares e os responsáveis da maioria, o Presidente da República decicidiu substituir o artigo 8 da lei sobre a igualdade de oportunidades por um dispositivo que favoreça a inserção profissional aos jovens em dificuldades", anunciou o Eliseu em comunicado.
O artigo 8 da lei sobre a igualdade de oportunidades é a génese do CPE, o diploma que deu origem a uma enorme contestação social e política dos sindicatos, oposição de esquerda e movimentos de estudantes universitários e de liceu.Pouco depois do comunicado da Presidência francesa, Dominique de Villepin, confirmou a decisão.
"As condições necessárias de confiança e serenidade não estão reunidas, nem do lado dos jovens nem do lado das empresas, que permitam a aplicação do contrato de primeiro emprego", anunciou o primeiro-ministro, numa breve declaração à saída do Eliseu.
quarta-feira, abril 05, 2006
UM DIA MARCANTE

terça-feira, abril 04, 2006
Francesinhos e Revoluções
Mas, outra questão se coloca. Na realidade para se ser um mau funcionário basta apenas que não se esteja satisfeito com o tipo de serviço. Deste modo, e tendo em conta a enorme mobilidade que a Europa nos permite, será que faz sentido que na primeira fase das nossas vidas tenhamos que nos vincular a algo que não gostamos, só porque o ordenado compensa? Estes primeiros dois anos serão expressão daquilo que os recém empregados estiverem disponíveis a lutar, isto se se adaptarem ao serviço.
