quarta-feira, outubro 18, 2006

Mao Sócrates!



Já não bastava o convite de Jerónimo de Sousa e do PCP às FARC para a festa do avante, agora existe um convite do PS ao Partido Comunista Chinês, para estes participarem no próximo congresso socialista (10 a 12 Nov).
Se é preocupante a existência de partidos de extrema-esquerda no parlamento português (PCP e BE), ainda é mais preocupante um partido que alterna no poder e actualmente forma governo, ter relações de amizade com um partido totalitário responsável por mais de 60 milhões de mortos nos últimos 50 anos na China. O PCC talvez seja a instituição que mais violou os direitos humanos até hoje, e o PS com estas atitudes viola a integridade da (fraca) democracia em Portugal!

terça-feira, outubro 17, 2006

"Máscaras"



Será que este homem é um militante laranja a torcer o nariz ao orçamento de estado proposto pelo Governo para 2007? Não mas podia ser e com razão, pois embora este orçamento possa conter a subida da despesa pública em 2007, falta a este governo a coragem para garantir a descida da despesa em anos futuros, que se faz através da mudança estrutural da máquina do estado e até através de uma redefinição das funções do mesmo.

A verdade é que o homem que se encontra na foto, envergando uma máscara de gás, é um sul-coreano que participa num exercício de defesa cívil por receio a futuros ataques militares por parte da Coreia do Norte. Será que o teste nuclear norte-coreano representa o fim da ordem internacional unipolar?

O prof. João Marques de Almeida responde:

"...A transformação da Coreia do Norte numa potência nuclear obriga-nos a chegar a algumas conclusões importantes sobre o estado das relações internacionais. (...) O resultado será novas potências nucleares: o próximo será o Irão e outros se seguirão. A isto chama-se anarquia internacional. A competição estratégica entre as grandes potências reforça ainda mais a tendência de anarquia mundial. No caso da Coreia do Norte, Pequim empenhou-se, mas em relação ao Irão nota-se, no mínimo, uma grande ambiguidade por parte de russos e chineses. Por interesses próprios, mas também devido a cálculos em relação à distribuição de poder mundial, a Rússia e a China não estão empenhadas em impedir Teerão de alcançar a capacidade nuclear. Julgam que o sucesso iraniano irá enfraquecer o poder dos Estados Unidos, e querem beneficiar dessa fraqueza. É um erro. Aliás só mesmo uma grande cegueira estratégica é que poderia levar a supor-se que a nuclearização de dois países vizinhos, Coreia do Norte no caso da China e o Irão no caso da Rússia, afecta mais a segurança de um país longínquo como os Estados Unidos. Por vezes, parece que travar o aparecimento de novas potências nucleares é um interesse exclusivo dos norte-americanos. Desconfio que mais cedo do que se imagina, haverá quem se arrependa desta visão. Com um poder militar incomparável, que garante a sua segurança territorial e nacional, os Estados Unidos têm capacidade para se defender de qualquer ameaça nuclear. O mesmo não se poderá dizer de muitos outros países. Além disso, a instabilidade política e estratégica que resultará da proliferação nuclear pós-Coreia do Norte e pós-Irão afectará, sobretudo, a Ásia e a Europa, e não o continente americano. Um dos possíveis resultados de tudo o que tem acontecido entre o 11 de Setembro e a nuclearização do Irão será a adopção de um ‘isolacionismo qualificado’ por Washington. Ver-se-á então a diferença entre um ‘unilateralismo nacionalista’ e um ‘intervencionismo unilateral’. A derrotada será a ordem mundial e a vencedora será, mais uma vez, a anarquia internacional."

in Diário Económico Online 16/10/06

terça-feira, outubro 10, 2006

(in)Segurança Social

Somos incompetentes, irresponsáveis e estúpidos. Pelo menos, é assim que o Estado nos vê no que é respeitante à Previdência.
O nosso modelo de segurança social, que apenas fazia sentido no contexto social/político do início da década de 70, resiste (moribundo) com grande ajuda de todos.
Como jovem que sou, não percebo porque é que o Estado é responsável por tratar (mal!!!) da minha reforma. Porque é que não posso ser eu a fazer isso? Se já sou maior de idade, se me encontro na plenitude da titularidade dos meus deveres e responsabilidades sociais, porque é que sou considerado inapto para o planeamento da minha aposentação/assistência médica???
Não seria mais fácil, em vez de ter de remeter parte dos meus rendimentos para a gestão pública, ser eu próprio a administrá-los num qualquer fundo (privado ou público)?
Mas dirão alguns: e então como viverão os pobrezinhos, os tóxicos e os demais marginais? Bom, da mesma maneira que se resolveriam muitos problemas do país: incentivando a iniciativa privada!
Se cada um de nós gerisse os seus próprios fundos, teríamos todos maior disponibilidade financeira. E se, por outro lado, o Estado promovesse, na restante tributação fiscal, benefícios a todos que contribuíssem para instituições de solidaridade/caridade social, estas teriam mais capacidade de acção.
Poderão ainda contestar: e as pessoas que não pouparem para os seus fundos próprios, porque preferiram comprar leitores de DVD, carros topo de gama ou mesmo passar férias numa ilha do Pacífico? Realmente é um risco. Principalmente em Portugal. Contudo, a resposta é óbvia – responsabilidade! Se, no nosso processo de formação humana, os nossos pais e outros encarregados de educação nos ensinam a ser responsáveis pelos nossos actos, porque é que esta situação há-de ser diferente? Se a Lei é pensada no sentido de responsabilizar os cidadãos, porque é que isto há-de ser diferente?
O sistema está falido e quem tem responsabilidade política nada faz para o mudar.
A revista Atlântico trás este mês um artigo de Rodrigo Adão da Fonseca intitulado O Casino da Segurança Social. Deixo-vos alguns excertos:
“Os sucessivos Governos – em vez de accionarem reformas estruturais, como as que ocorreram em diversos países onde estes problemas não são se quer tão profundos – limitaram-se a promover a gestão e distribuição,(…), dos recursos que o Estado foi conseguindo junto dos cidadãos.”
“O actual sistema funciona como um jogo, incorporando uma componente fortemente aleatória, ao bom estilo dos casinos; com uma peculariedade: neste, todos somos obrigados a jogar: o jogador é o cidadão, o concessionário é o Estado.”

Tiago Lemos - Trabalho de Seminário

É com particular prazer que vos dou a conhecer a publicação do Trabalho de Seminário do meu grande amigo Tiago Lemos. Esta investigação, que versa sobre As Estratégias Norte-Americanas de Contenção da Proliferação Nuclear foi publicada no sitío web do IPRI e pode ser lida no link:

http://www.ipri.pt/publicacoes/working_paper/working_paper.php?idp=49

sexta-feira, outubro 06, 2006

Ritz Guantanamo, 5 estrelas.

Porque oiço os especialistas em Direito Internacional, a opinião pública e publicada, a extrema-esquerda presente no nosso parlamento (PCP e BE), entre outros, preocupados em tornar Guantanamo um local agradável ao invés de arranjarem soluções para a maior ameça do séc. XXI - o terrorismo?

terça-feira, outubro 03, 2006

Moscovo e Rússia de novo de ligações cortadas ???

As últimas notícias são verdadeiramente preocupantes: no site da Euronews reportaram este furo jornalístico incrível!
Não passa de uma gralha, mas não deixa de ser divertido ler um cabçalho destes, parece que o país se chateou consigo próprio!