quarta-feira, janeiro 25, 2006

Eleições Palestinianas

O mundo está hoje de olhos postos nas eleições palestinianas, uma vez que a eventual vitória dos extremistas islâmicos do Hamas levará a um inevitável retrocesso no apaziguamento do Médio-Oriente. São as segundas legislativas na história da Palestina, as primeiras após a morte de Yasser Arafat.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Cavaco dispensa oral com Dr. Alegre

Cavaco Silva passa com 10 Valores
Contrariando todas as últimas sondagens, que ao longo do último mês vieram garantindo a estrondosa vitória à primeira volta com percentagens desde os 60% aos 53%, o doutor Cavaco, esse pobre e humilde senhor, representante de todos os portugueses, vence (confirma-se) mas apenas com 10 valores, nesta difícil prova. Uma maioria absoluta, que hoje se começa naturalmente a desvanecer, levou cavaco a Belém com apenas cerca de 2,5 milhões de votos. É pouco, muito pouco mesmo para se ser o presidente de todos os 8 milhões e oitocentos mil portugueses eleitores. Pode dizer-se que a culpa, porque há sempre um culpado, é da abstenção, dos cerca de 38% dos eleitores que decidiram o seu voto em casa, no sofá da sala. No entanto, estes 38% de abstenção parencem-me muito claros. Se tivessem saído de casa para votar, Cavaco teria de disputar uma segunda volta com Alegre. Teria de se apresentar a oral com o poeta! Esta foi uma típica abstenção por certeza de derrota da esquerda. Poderia ter sido diferente se a esquerda se tivesse apresentado unida. Mas este humilde senhor, vindo lá de longe, de Boliqueime, professor catedrático, ex-primeiro-ministro, poderá e deverá ser um bom presidente. Ele, hoje, é já irremediavelmente o Presidente de todos os portugueses. A partir de dia nove terá hipótese de mostrar se há uns portugueses mais iguais do que outros. Se será capaz de colaborar eficazmente com São Bento. Se será capaz de contribuir para elevar a moral dos portugueses (a isso se comprometeu). Vamos ver!

sábado, janeiro 14, 2006

GOOD LUCK!


O CEPRI vem desejar a todos os alunos das licenciaturas de Ciência Política e de Relações Internacionais, os votos de muito sucesso para esta época de exames que agora se inicia e que se espera seja cumprida com normalidade e muita satisfação. Desejamos a todos boa sorte e a perseverança necessária para vencer mais esta jornada que durará cerca de um mês.

P.S. Queremos deixar uma palavra de estímulo, em particular aos alunos do 3º ano de Ciência Política, Gestão e Economia, para o exame de Finanças Públicas que se adivinha e que a imagem tão bem ilustra.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

China vs Mundo II

Não que não queira dar notícias; de todo, mas com tanto trabalho que tenho tido resolvi aproveitar estes poucos dias que tive livres para dar umas voltas pelos sítios à volta de Shantou e descansar um bocado. Acabei de chegar de Nan Hao, uma ilha no norte da província de Guangdong onde qualquer um pode dar uns bons mergulhos numa praia "normal" sem ter de se desviar do lixo nem estar muito preocupado com a àgua castanha. É verdade, em Nan Hao a àgua é bem azul e transparente e a praia é limpa (coisa que já não via desde Portugal)!!! Foi uma aventura para chegar até ao hotel, quase andámos à luta com um chinês que nos queria levar uma fortuna de dinheiro pela viagem!
Sim, se algum dia quiserem vir à China das duas uma, ou sabem falar a língua, ou então o melhor é arranjarem um bom amigo Chinês que ande convosco para todo o lado senão os Chineses tentam cobrar-vos o máximo de dinheiro possível pois os estrangeiros aqui são universalmente considerados ricos.
Voltando a Nan Hao; Nan Hao é uma ilha onde qualquer pessoa já habituada ao quotidiano de uma qualquer cidade Chinesa se sente no paraíso. Lá a poluição é quase "inexistente" ou não se dá por sua conta tanto como no Continente, e onde se pode andar e ouvir o som do silêncio que na China é um bem raro!!!!
Agora estou de volta a Shantou para começar um novo ciclo de aulas, fim das quais estarei livre para viajar um mês pela China dentro começando por Guilin.
Entretanto prometo que até ao fim do ano Chinês que vai ser celebrado no dia 29 deste mês darei mais notícias e que durante a minha "expedição" darei notícias sempre que possível!
Termino com uma fotografia de 75% da comunidade Latina em Shantou.

Bernardo Figueiredo (Port), Mario Villeda (S.Salvador), Diogo Alvim (Port)

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Complexos de Superioridade

Nunca gostei do Presidente George Bush, mas também nunca caí na tentação de criticá-lo com os argumentos típicos da conversa de café.
Tentei, sempre que era possível, perceber a razão por trás das suas decisões e percebi que a grande maioria delas estava fundamentada num conjunto de princípios ideológicos simples e coeso, mas muito poderoso, o qual lhe permitia formular uma linha política internamente coerente. O “castelo” ideológico estava tão bem construído que conseguiu de facto desmantelar toda a oposição, como é fácil perceber pelo comportamento errático do partido democrata nos últimos anos.
Contudo, toda esta coerência ideológica parece que desapareceu no ano de 2005, com uma série de acontecimentos que marcaram negativamente a vida política americana ao longo do ano.
Não vou nem sequer analisar a política externa de G. Bush, mas antes quero comentar quatro episódios da sua política interna:
No Verão, o Presidente decidiu apresentar a sua consultora jurídica como candidata para o cargo judicial mais importante do país (a presidência do Tribunal Supremo), num exemplo claro de favoritismo que não se via desde a administração de Nixon.
Pouco tempo depois, o gabinete do Vice-Presidente, num gesto de vingança divulgou a identidade duma agente da CIA, pondo em risco a vida dessa pessoa e quebrando, assim, pelo menos uma lei federal.
No mês de Dezembro houve mais dois acontecimentos importantes: a polémica em torno ao uso da tortura e uma outra relativamente ao recurso a escutas internas por parte de agências federais.
No primeiro caso, o que para o resto dos países democráticos e que respeitam os Direitos Humanos é uma questão de lógica, para a administração Bush tem sido, nos últimos anos, uma questão necessária e legal para preservar a segurança: o recurso à tortura para obter informações é uma prática desumana e violadora dos DD HH, além disso é do conhecimento geral que não é uma prática efectiva, uma vez que se obtêm regularmente respostas falsas ou inúteis. Mesmo assim G. Bush e Dick Cheney consideram que ela deve ser usada regularmente.
No segundo caso, o Presidente aprovou desde o 11 de Setembro que as agências federais possam interceptar comunicações dentro do território americano sem uma ordem judicial no âmbito do “Patriot Act” e da luta contra o terrorismo. Além da questão do respeito pela privacidade que este acto levanta, existe uma outra sobre a sua legalidade, uma vez que, mesmo podendo faze-lo por vias legais, parece que o Presidente aprovou a prática ilegalmente.
Este pequeno conjunto de “incidentes” não demonstra, mas aponta para uma tendência no comportamento do Presidente, onde parece que G. Bush se considera acima das leis, podendo quebrá-las sempre que seja necessário defender a segurança dos Estados Unidos. Pelo caminho ficam a separação dos poderes do Estado, a supremacia do poder legislativo, o respeito pelos direitos e garantias e muitos outros elementos que caracterizam o Estado de Direito.
Respeitando as devidas diferenças, os poderes que George Bush tem vindo a adquirir desde os acontecimentos do 11 de Setembro e a impunidade com que os tem vindo a exercer lembram-me os períodos ditos excepcionais quando o Senado romano conferia a um líder o estatuto de Dictator, entregando-lhe todo o controlo do Estado durante um espaço limitado de tempo com o dever de restabelecer a segurança. Com os anos a prática tornou-se habitual, marcando o fim da República Romana. No Reino Unido, com a recente derrota da legislação anti-terrorismo de Tony Blair, o Parlamento decidiu que o respeito pelos direitos era mais importante que a segurança nacional; esperemos que o Congresso norte-americano também se aperceba disso.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Quase Kafkiano

Hoje tive de ir a um consultório médico de manhã. Enquanto esperava a minha vez, distraía o intelecto com um dos programas tipo tele-sopeira, que pululam na televisão generalista todas as manhãs.
Numa das várias rubricas deste programa analisam-se as principais notícias dos grandes diários nacionais. Uma delas era a seguinte:

No Porto, dois jovens são detidos e, umas horas depois, são presos pela polícia novamente. Estranho? Não.
Da primeira vez foram detidos por posse de arma ilegal e por suspeitas de assalto à mão armada e sequestro. Ouvidos em tribunal são postos em liberdade. Grave? Sem duvida. Mas como um mal nunca vem só…
Umas horas depois são apanhados em flagrante de delito, a assaltar um jovem electricista de 15 anos.
Depois desta descrição, que nos faz questionar o funcionamento da justiça em Portugal, impõe-se outra questão: Mas não há uma lei que proíbe o exercício de actividade laboral a menores de 16 anos???

Portugal no seu melhor!!!

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Brincadeira de crianças (ou trabalho de F.P.?!?!)

Diz um miúdo pra outro:
- Vamos brincar?
- Vamos, mas a qué?
- Aos Funcionário Públicos!!
- E como é que é?
- Então, o primeiro que se mexer, perde!!!!!!!

Contra factos não há argumentos...

1) Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a cantar, se
vires Soares, põe-te a chorar.

2) Quem vai ao mar avia-se em terra; quem vota Soares, mais cedo se
enterra.

3) Soares a rir em Janeiro, é sinal de pouco dinheiro.

4) Quem anda à chuva molha-se; quem vota em Soares lixa-se.

5) Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão; parvo que vota em
Soares, tem cem anos de aflição.

6) Gaivotas em terra temporal no mar; Soares em Belém, o povinho a penar

7) Há mar e mar, há ir e voltar; vota Soares quem se quer afogar.

8) Março, marçagão, manhã de Inverno tarde de Verão; Soares, Soarão,
manhã de Inverno tarde de inferno.

9) Burro carregando livros é um doutor; burro carregando o Soares é burro
mesmo.

10) Peixe não puxa carroça; voto em Soares, asneira grossa.

11) Amigo disfarçado, inimigo dobrado; Soares empossado, povinho
atropelado.

12) A ocasião faz o ladrão, e de Soares um aldrabão.

13) Antes só que mal acompanhado, ou com Soares ao lado.

14) A fome é o melhor cozinheiro, Soares o melhor coveiro.

15) Olhos que não vêm, coração que não sente, mas aturar o Soares, não se
faz à gente.

16) Boda molhada, boda abençoada; soares eleito, pesadelo perfeito.

17) Casa roubada, trancas na porta; Soares eleito, ervas na horta.

18) Com soares e bolos se enganam os tolos.

19) Não há regra sem excepção, nem Soares sem confusão.

20) De Soares, nem bom vento nem bons ares.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Mania da perseguição

Agora que o dia das eleições se aproxima e as sondagens parecem não ser favoráveis, o Avô Soares resolve apontar baterias à Comunicação Social.
O que o desespero faz a um homem sem argumentos para dar a volta a uma vida plena de erros.

Mais uma pérola

Mário Soares, em entrevista à TSF esta manhã, acusou a SIC de não ser imparcial nesta campanha presidencial e em outras ocasiões.
Umas horas depois, quando questionado pelos jornalistas quanto ao teor destas declarações, responde o já celebre “vocês sabem bem” ou então o também conhecido “você sabe melhor que eu”.

O bom senso manda fundamentar o que se afirma. Pois Soares não pensa assim.
Deve-se achar superior, acima de qualquer jornalista e, consequentemente, acima da população portuguesa.

A SIC, em comunicado desmente Soares e relembra-o que foi colaborador da estação até ao início da campanha eleitoral. Se a SIC sempre foi parcial e não é isenta enquanto órgão de comunicação, ele é cúmplice. Escusava ter ouvido esta…

Adoro estes “combatentes do fascismo”!!! Salazar não permitia a liberdade de imprensa, mas ele, Soares, usa a comunicação social como mais lhe convém. O que será pior? Não se poder falar ou ser-se manipulado?

terça-feira, janeiro 03, 2006

Dejá vu? Sim, Portugal MUN de 2005

“Continuam os esforços do regime iraniano no sentido de obter armas nucleares <…> Discussões com a União Europeia saldam-se pelo insucesso e os americanos parece não ter alternativa ao uso da força. Perante o impasse, o passo seguinte seria levar a questão da nuclearização iraniana ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Todavia , China e Rússia rejeitam a adopção de qualquer tipo de sanção contra os iranianos.”

Vasco Rato, in O Independente de 30 de Dezembro de 2005

Afinal estou vivo!!!

É verdade! Antes que alguém resolvesse decretar-me morto por passar mais de seis meses sem dar sinal de vida aqui mando umas notícias frescas vindas do outro lado do mundo mais precisamente do Império do Meio.
Por aqui as coisas continuam um pouco na mesma, o tempo parece que já está a aquecer outra vez.. mal deu para sentir saudades do tempo quente.
As aulas nas Universidades já acabaram, agora é a época de exames que também já está quase no fim. Fazer 150 a 180 exames orais é de morte. Nunca antes tinha visto turmas tão grandes como aqui na China, a média é de 50 alunos por turma o que dá para pôr a cabeça em agua a um Santo!
Para já mando apenas este pequeno OLÁ com a promessa de que serei mais assiduo na participação neste blog.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

A Crítica

Gosto da crítica. Apraz-me esta actividade pois a ela estão subjacentes os processos de aprendizagem e de formação de carácter. Então para quem se encontra na nossa área penso ser vital saber lidar com ela.

Agora sejamos frontais e deixemo-nos de falsos moralismos: Essa balela de que a crítica tem de ser positiva e/ou construtiva não passa de uma ópera bufa protagonizada por “virgens ofendidas”! Por vezes a crítica tem de ser destrutiva pois é mesmo esse o seu intuito!
Claro que existem limites e é obvio que tem de ser formulada de maneira cordial e educada. Também, se assim não fosse não era crítica, era insulto.

Tenho visto neste blog alguns comentários que me parecem merecer especial atenção.
Sou dos bloggers que mais defende e promove os comentários e fico muito feliz quando leio os comentários feitos, especialmente por pessoas que não estão ligadas à nossa instituição, mesmo quando esses juízos de valor não nos são favoráveis. Entendo ser esse o propósito do blog, o de colocar as nossas opiniões ao escrutínio de quem as quiser ler e, consequentemente, obter o respectivo feed-back.
Por outro lado, os comentários anónimos ou identificados com siglas e iniciais imperceptíveis já me merecem outra apreciação. Num blog onde todos se identificam (e os que não o fazem, devem-no fazer) não vejo justificação valida para quem comenta não alinhar pela mesma bitola. Se estamos a falar de pessoas idóneas e responsáveis, então não percebo o porquê de se camuflarem em artifícios para comentar.
Meus amigos, ano novo vida nova! Vamos lá continuar a dar um bom rumo a este nosso blog, mas agora com a participação de todos.
Aos que já comentam de forma condigna peço-vos que continuem a fazê-lo e não tenham receio de ser duros. Nós agradecemos! Só assim podemos aprender!

Um Abraço