sábado, dezembro 31, 2005

Bom Ano!

quinta-feira, dezembro 29, 2005

2006 - Nova Imagem!


O CEPRI tem o orgulho de apresentar a todos a nova imagem do seu site na internet para o ano de 2006. Esta mudança deveu-se à necessidade de acompanhar as evoluções tecnológicas dotando este espaço de novas funcionalidades que se caracterizam também numa imagem mais jovem, sóbria e preparada para o futuro. Acima de tudo é a continuação de um ciclo de expansão que marca a nossa postura séria e rigorosa no debate e investigação política e internacional.
A todos o desejo de um próspero ano de 2006, e bons exames!

Rosa Luxemburgo? Não sabemos quem é...

" ... o que os ex-comunistas não mencionam hoje, e que provavelmente perturba a sua consciência ainda mais que tudo o resto, é o facto de ter havido qualquer coisa de viciado no partido desde o início. A denúncia desse «vício» não veio do mundo «normal» não comunista, mas de Rosa Luxemburgo que, muito cedo, protestou e alertou contra a supressão da democracia interna no partido...".

Todos nós conhecemos um velho provérbio português que nos diz o seguinte: "o que nasce torto tarde ou nunca se endireita.

A estratégia editorial da Campos da ...

Acabo de ler um conjunto de três livros da editora Campos da ...

Esta editora tem a sua estratégia editorial consubstanciada na propaganda de ideias ligadas ao marxismo-leninismo e, subsquentemente, a uma aposta anti-americana, anti-globalização e anti-realidade, ou seja, é a utopia revisitada.O último livro que li, aborda a vida de Lenine. Através de um conjunto de manobras imaginárias o autor iliba o revolucionário de toda e qualquer responsabilidade pelos actos de barbárie cometidos entre 1917 e 1923, fazendo passar uma ideia falacciosa da personagem em causa, pretendendo ilibar o marxismo-leninismo e relegitimá-lo como estrutura organizativa funcional na sociedade actual.

Esta estratégia passa pela demonização de Estaline, diga-se em abono da verdade que não constitui nenhum erro interpretativo da realidade, no entanto, é parcial, tendo em vista a elevação do bom-homem, iluminado por ideais e mecanismos milagrosos para os por em prática.Abençoado aquele que sober retirar de cada cartilha a verdade nela, subtilmente, escondida.
Acabo de ler um conjunto de três livros da editora Campos da ... . Esta editora tem a sua estratégia editorial consubstanciada na propaganda de ideias ligadas ao marxismo-leninismo e, subsquentemente, a uma aposta anti-americana, anti-globalização e anti-realidade, ou seja, é a utopia revisitada.O último livro que li, aborda a vida de Lenine. Através de um conjunto de manobras imaginárias o autor iliba o revolucionário de toda e qualquer responsabilidade pelos actos de barbárie cometidos entre 1917 e 1923, fazendo passar uma ideia falacciosa da personagem em causa, pretendendo ilibar o marxismo-leninismo e relegitimá-lo como estrutura organizativa funcional na sociedade actual.

Esta estratégia passa pela demonização de Estaline, diga-se em abono da verdade que não constitui nenhum erro interpretativo da realidade, no entanto, é parcial, tendo em vista a elevação do bom-homem, iluminado por ideais e mecanismos milagrosos para os por em prática.

Sorte daquele que sabe retirar de cada cartilha a verdade nela, subtilmente, escondida.

O Trabalho de Arendt

Compreensão e Política;

Entre o Passado e o Futuro;

As origens do Totalitarismo;

Sobre a Revolução;

Crises da República.

Corporativismo

Em Portugal a lógica de poder funciona, invariavelmente, em torno dos centros e aglomerados corporativistas os quais pormovem a sua posição e estatuto revogando e bloqueando as decisões reformistas mais preementes em Portugal. Existem aspectos bastante curiosos e comuns, ou seja, não é preciso recorrer aos centros de poder mais influentes e elevados na hierarquia social para constatar o fenómeno corporativista e as suas características autoritárias e bloqueadoras.

Um exemplo normalíssimo é o corporativismo universitário e todos os condicionamentos que provoca ao desenvolvimento técnico e profissional das novas elites. É sintomático os erros de avaliação que se cometem, bem como, a incapacidade de leccionar correctamente apontando para as necessidades do "mundo exterior".

É notório, para um universitário, que um número elevado dos docentes se encontra numa posição defensiva e bloqueadora face à concorrência, que no futuro, manterá com esse aluno pois, o corporativismo é na sua definição clássica uma posição bloqueadora e, por sua vez, defensiva do status pessoal e colectivo de um grupo.

Tudo isto é claro mas, ao mesmo tempo, obscuro e de difícil percepcção, na medida que, a classe estundantil centra as suas preocupações em outros aspectos da vida universitária deixando de parte um problema importantíssimo, não só para nós mas para os desígnios administrativos da coisa pública.P.S: apetecia-me dizer algo do género "Estudantes Uni-vos" mas, não partilhando o optimismo de consciência de Marx, direi "Estudantes atentos e vocacionados Uní-vos".

P.S: tenho consciência que este post poderá ser polémica mas, um dos grandes problemas que enfrentamos é a ausência de conflito, ou seja, as ideias necessitam de ser expostas sem reservas e de boa-fé e, consequentemente, serem respeitadas pela sua validade ou refutadas pelo carácter negativo ou falaccioso em si encerrado.

Creio que esta predisposição para o debate limpo e, sem reservas mentais, é um dos melhores desejos que podemos e, devemos, projectar para o novo ano.

Por Portugal.

Um grande poeta...

Adeus - Eugénio de Andrade

Às vezes tu dizias:
os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:uns olhos como todos os outros.
Já gastamos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam,
só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de tinão há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Desejos de sempre e, também, para 2006

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te portuguez..
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Um post à "Manuel Alegre"

Pablo Neruda
é

Cuerpo de mujer...
Cuerpo de mujer, blancas colinas, muslos blancos,
te pareces al mundo en tu actitud de entrega.
Mi cuerpo de labriego salvaje te socavay hace saltar el hijo del fondo de la tierra.

Fui solo como un túnel.
De mí huían los pájarosy en mí la noche entraba su invasión poderosa.
Para sobrevivirme te forjé como un arma,como una flecha en mi arco,
como una piedra en mi honda.

Pero cae la hora de la venganza, y te amo.
Cuerpo de piel, de musgo, de leche ávida y firme.
¡Ah los vasos del pecho!
Ah los ojos de ausencia!

¡Ah las rosas del pubis!
¡Ah tu voz lenta y triste!
Cuerpo de mujer mía, persistiré en tu gracia.
Mi sed, mi ansia si límite, mi camino indeciso!
Oscuros cauces donde la sed eterna sigue,
y la fatiga sigue, y el dolor infinito.

domingo, dezembro 25, 2005

"The West Wing" de regresso


Para todos os distraídos como eu que só descobri hoje, o canal AXN voltou a transmitir a série "Os Homens do Presidente" ("The West Wing") aos domingos às 20:30.
A série tinha sido cortada quando chegou ao fim da segunda temporada no início do Verão, mas afortunadamente decidiram agora continuá-la. Contudo, por alguma estranha razão o canal decidiu não publicitar que iria reiniciar as transmissões, por isso só hoje reparei que estavam a passa-la, quando já vai no terceiro episódio da temporada.
Para todos os interessados em política e bons shows de televisão esta é a série indicada!

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Está consumado...

O casamento entre homossexuais é legal na Grã-bretanha.

é uma realidade.

No entanto, este procedimento poderá afligir algumas pessoas, devido à noção tradicional do casamento, outras porém não compreendem que se celebrem casamentos entre pessoas do mesmo sexo visto não concordarem com a defesa de que o direito matrimonial seja extensivo.

Assim, a questão centra-se em dois pólos distintos: aceitar o casamento dos homossexuais como iguaise, pressupor que o casamento deve ser realizado sem ter em conta orientações sexuais, outro ponto é discordar do carácter extensivo do casamento na medida que não se compreende a homossexualidade, ou seja, esta condição é decorrente de anomalias genéticas devido à incapacidade da continuação reprodutiva dos agentes matrimoniais envolvidos.

Um debate necessário ou, simplesmente, uma questão de redefinição conceptual.

Por mim...

Por Itália...

«Sou fascista, mas não racista. Faço a saudação romana (fascista) para saudar os meus adeptos e os que compartilham das minhas ideias. O braço estendido não significa uma incitação à violência e ainda menos ao ódio racial», disse Di Canio.

Uma ida à Caparica

Gostava de partilhar com vocês, amigos ou não, colegas ou não, a minha perspectiva sobre a participação da Lusíada, no PortugalMUN, que decorreu nos dias 14 a 17 de Dezembro do corrente ano.

Desde já gostaria de realçar, a crescente adesão por parte dos elementos lusíada e ainda mais exaltar a presença daqueles que pela primeira vez participaram em tal evento e que grandes resultados obtiveram. Parabéns!

È de realçar, de igual forma, o profissionalismo com que, por todos nós, foi encarada mais esta missão, referindo-me não só ao “trato”, como à qualidade das exposições e apresentações dos nossos pontos de vista, na sua maioria em consonância com as posições oficiais dos Estados representados.

Não posso dizer o mesmo em relação a outras delegações, que por terem sido tão mal representadas, deixaram a muitos de nós vontade de ter escolhido essas mesmas delegações, representando-as com a dignidade merecida. Escuso-me a referir quais os Estados, na medida em que foi tão grande a falta de rigor e exigência, que todos com certeza se aperceberam (só uma dica: já alguma vez alguém tinha visto um representante dos Estados Unidos vestido com uma t-shirt do Ché Guevara?? Eu NÃO!).

Por fim, gostaria de dar os meus parabéns aos representantes laureados com um diploma de mérito (que muito mereceram) e dizer que enquanto estudante da Universidade Lusíada é um privilégio e uma honra privar com tais colegas e amigos.

Um Abraço

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Esquerda e Direita: Continuidade ou Mudança?

Foi-me suscitada esta problemática por um amigo que, me perguntava qual o meu entendimento sobre a actualidade deste dois conceitos políticos.

A inquirição acerca da sua aplicação actual incide sobre a escolha de dois prismas de análise: histórico/conceptual ou contemporâneo/funcional.

A minha perspectiva aponta para uma análise centrada no segundo prima, no entanto, é necessário expor a origem da divisão posicional face ao espectro político.

A expressão dicotómica, esquerda/direita, surgida na sequência da Revolução francesa e, nasce do posicionamento que a corrente liberal e revolucionária ocupava em relação ao rei, ou seja, encontrava-se posicionada à esquerda do monarca e, por oposição, à direita do rei encontrava-se o clero e a nobreza.

De tal interpretação e conceptualização, é de simples verificação a caducidade dos termos mediante este prisma e, a incapacidade evolutiva que a teoria foi capaz de imprimir à temática. Contudo, e pelo prisma funcional, a divisão política assente nestes conceitos mantém-se, devido à remodelação conceptual operada no século XX por Max Weber e outros, caracterizando-se por deslocar e descolar o conservadorismo como a sua componente primordial e unitária.

Assim, o conceito bifurcado sofreu nova bifurcação, na medida em que, o liberalismo e o conservadorismo deixaram de ser elementos exclusivos de uma abordagem, assistindo-se à metamorfose simultânea dos dois espaços, da qual releva a proliferação de novos partidos à direita e à esquerda, assumindo a forma, vulgarmente denominada por, catch all parties.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Cavaco vs Soares

No debate desta noite, Mário Soares mostrou o que é:
Uma figura da História.

Procurou estabelecer um rumo para a discussão totalmente virado para o passado – fazendo correcções pontuais para o futuro quando mais lhe convinha – e aplicou a estratégia do underdog, de quem está a perder e tenta desesperadamente puxar o seu principal adversário para a "lama". Mas esta "lama" nem foi sobre matéria de facto, foi sobre o passado. Propostas, nada!
Durante todo o tempo que durou o debate, Soares não avançou uma única ideia sua. Fez também um exercício de comparação entre os livros escritos por si e por Cavaco Silva, estratégia patética e até infantil, que deve querer provar que os candidatos me medem à página ou ao Kilo.
Tendo em atenção a actual conjuntura do país, esperava-se mais do candidato do Partido Socialista.

Cavaco foi exemplar. No início, pareceu-me que Cavaco Silva estava nervoso e que iria ceder às provocações, muitas vezes no limiar da educação e do bom-senso. Mas não.
Foi sólido nas respostas sobre o passado, claro nas suas propostas e com um discurso virado para o futuro. Demarcou-se bem, afirmando muitas vezes “somos diferentes”. Salientou as suas qualidades de forma sensata, séria e adequada. Falou dos problemas do país - coisa que Soares apenas enumerou e mal.
Manteve, e do meu ponto de vista bem, a postura de não agressão, ficando a imagem de homem sério e educado, precisamente o contrário do transmitido por Soares.

Registo, com tristeza, determinadas intervenções de Mário Soares, nomeadamente ter considerado Cavaco um "razoável economista" e “um homem sem conversa” e lamento também que o candidato do PS tenha levantado suspeitas sobre as capacidades e forma negocial de Cavaco Silva das diversas rondas europeias em que este participou.

Para mim, ganhou Cavaco Silva.

Sugestões Natalícias

Lu Ziang, in Uma História Desconhecida;

Fernando Pessoa, in O Livro do Desespero;

Teresa Salgueiro, in Duetos;

Dean Achesson, in Memories;

Donald Samson, in Hundred years of Socialism;

Chico Buarque, in O Melhor de Chico Buarque.

Um debate ultrapassado

A propósito das provocações recebidas, por este ilustre blog, a respeito da nossa brilhante participação no PORT-MUN 2005 é necessário tecer algumas considerações:

-primeiramente, alegar o carácter particular ou privado da nossa instituição é ridículo, ultrapassado e mesquinho, o que demonstra a falta de argumentos no blog e, por dedução, na mesa das negociações do simulacro;

- em segundo lugar, todos nós sabemos , e tu também sabes, que muitos daqueles que se encontram em faculdades públicas o devem a um ano, ou mesmo dois, em externatos pouco dignos e, sem reputação na praça;

- por último, em dois anos de participação consistente a Lusíada demonstrou o seu nível através dos diplomas de mérito alcançados e, da capacidade de convívio com todas as faculdades participantes, ou seja, o complexo e o ônus da prova está do vosso lado;

-Do nosso, somente, os Diplomas e, a certeza de que para o ano, a Universidade Lusíada estará orgulhosamente presente para discutir, negociar e, se possível, ganhar.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Portugal MUN 2005


Na passada quarta-feira, dia 14 de Dezembro, teve inicio na Universidade Nova de Lisboa o IV Portugal MUN (Model of the United Nations).
A Universidade Lusíada de Lisboa apresentou-se ao simulacro com 4 delegações que representaram a Federação Russa, a República Popular de China, a Argélia e a Dinamarca.
Neste evento participaram a universidade organizadora, a Universidade Lusíada de Lisboa, a Universidade de Coimbra, a Universidade do Porto e o ISCSP.
Com alunos presentes em todos os comités, os elementos da Lusíada de Lisboa pautaram-se pela sua boa preparação, postura adequada ao evento e excelente capacidade negocial.

No Portugal MUN 2005 funcionaram 7 comités - tendo sido atribuídos 2 Diplomas de Mérito por comité – sendo eles:

Conselho de Segurança;
Comissão das nações unidas para os Direitos Humanos
Comité dos Assuntos Sociais, Culturais e Humanitários;
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD);
Grupo do Banco Mundial;
Cimeira do G8;
Cimeira Euromediterrânica (Euromed).


Como resultado final, as delegações da muy nobre Universidade Lusíada trouxeram para casa 9 diplomas de mérito (dois dos quais duplos) dos 14 possíveis e uma Menção Honrosa.

Estamos de parabéns!

domingo, dezembro 18, 2005

Morreu John Spencer


Morreu o actor norte-americano John Spencer. Com 58 anos, Spencer faleceu ontem, vítima de um ataque cardíaco, no hospital de Los Angeles. Spencer era um rosto familiar nas séries da televisão norte-americana. Completaria 59 anos no dia 20 de Dezembro de 2005.

O actor ficou conhecido pela personagem Leo McGarry, na popular série política "Os Homens do Presidente", na qual desempenhava o papel do chefe de gabinete do Presidente dos Estados Unidos da América. Em 2002 recebeu o Emmy para melhor actor secundário na categoria de séries dramáticas. No mesmo ano foi nomeado para os globos de ouro pelo seu desempenho na série televisiva política de maior sucesso emitida em Portugal.

sábado, dezembro 17, 2005

SÓ DEU LUSÍADA!

A Universidade Lusíada de Lisboa é a grande vencedora do Portugal MUN 2005, que terminou hoje, no pólo da Universidade Nova de Lisboa situado na Costa da Caparica.
A nossa muy nobre casa ficou em primeiro lugar no ranking do simulacro, onde também participaram as Universidades de Coimbra, Nova, Porto e os nossos vizinhos do ISCSP.

* Os detalhes serão noticiados brevemente.

domingo, dezembro 11, 2005

A Política Externa Alemã a ser debatida amanhã na Conferência: A Reunificação Alemã, 15 anos depois

Coligação estabelece política externa alemã

Os democratas-cristãos e os sociais-democratas, em negociações para acertar os últimos pontos do programa do futuro Governo de grande coligação, aprovaram ontem uma declaração de princípios sobre a política externa da Alemanha, em que defendem a continuação do processo de ratificação do tratado constitucional europeu.

O documento aprovado pela CDU/CSU da chanceler designada Angela Merkel e o SPD refere que a integração europeia e a parceria atlântica continuarão a ser os pilares da política externa alemã. A parceria com a Rússia também surge como um dos seus pressupostos.

Quanto ao orçamento da UE para o período de 2007-2013, o futuro Executivo quer que a Alemanha contribua apenas com 1% do PIB, o que significa uma redução das suas contribuições para Bruxelas. No que diz respeito à Turquia, como tinha sido anunciado na segunda- -feira, a posição é ambígua porque não é explícita sobre a adesão plena daquela país muçulmano à UE.

Numa reunião realizada na terça-feira, a CDU/CSU terá conseguido ainda impor ao SPD que a protecção contra despedimentos passe a vigorar apenas depois de dois anos de contrato de trabalho, avançou o Sueddeutsche Zeitung.

No mesmo encontro, os negociadores das duas formações partidárias terão ainda decidido reduzir as verbas para os subsídios de desemprego e outras medidas sociais do chamado pacote Hartz IV.

A CDU/CSU, em contrapartida, terá acordado que as centrais nucleares alemãs sejam encerradas gradualmente nos próximos 32 anos, conforme previsto numa lei do anterior Governo SPD/Verdes.

Ainda por resolver, estão medidas fiscais como o aumento da taxa de IVA dos 16% para os 18% ou 19% ou uma taxa mais elevada de IRS para os ricos.

Parte de um artigo do DN

sábado, dezembro 10, 2005

A UNIFICAÇÃO ALEMÃ

O C.E.P.R.I. - Centro de Estudos Políticos e de Relações Internacionais, em parceria com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Lusíada de Lisboa tem o prazer de convidar a todos a participarem na Conferência sobre "A Unificação Alemã" que terá lugar no próximo dia 12 de Dezembro de 2005, segunda-feira, pelas 15 horas, no Auditório 1 da Universidade Lusíada de Lisboa. Contamos com a presença de todos. Mais informações podem ser consultadas no site do evento.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Se havia dúvidas que a política era mal vista em Portugal…

“Mais de 55 por cento dos portugueses inquiridos num estudo da organização não governamental Transparency International (TI) consideram que a corrupção afecta de forma significativa a vida política, foi hoje revelado.

Os dados relativos a Portugal constam do relatório da TI, tornado público hoje, Dia Mundial das Nações Unidas contra a Corrupção, e acompanham a tendência revelada na maioria dos 69 países dos cinco continentes abrangidos pelo estudo.

Segundo relevou Huguette Labelle, presidente da TI, durante a apresentação do "Barómetro Mundial da Corrupção 2005", "os partidos políticos são encarados como os mais corruptos" em 45 dos 69 países abrangidos pelo inquérito, no qual foram ouvidas cerca de 55.mil pessoas.

Na sondagem efectuada em Portugal pela empresa TNS Eurotest, atrás dos partidos políticos, considerados como a instituição mais corrupta, surgem o Parlamento, a polícia, o sistema judicial, a administração fiscal, o sector privado e as alfândegas.

As organizações não-governamentais e as instituições religiosas são apontadas como as instituições menos corrompidas em todo o mundo.
Em Portugal, as Forças Armadas aparecem como a instituição menos corrupta.
Quanto à forma como a corrupção tem evoluído nos últimos três anos, 42 por cento dos portugueses entrevistados consideraram que aumentou muito, 26 por cento que aumentou um pouco e 21 por cento que não existiu qualquer evolução."

Fonte: Agência Lusa

quarta-feira, dezembro 07, 2005

CONFERÊNCIA

ATENÇÃO
O CEPRI e a Universidade Lusíada têm o prazer de convidar todos os alunos da Universidade Lusíada a assistir à conferência "A Europa 15 anos depois da Reunificação Alemã", a realizar-se na próxima 2ª feira a partir das 15 horas. Pede-se ainda que seja feita a maior divulgação possível por parte de cada um de nós.
Não faltes!!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Debates?? Quando?? Onde??

Calendário de Debates dos cinco principais Candidatos à Presidência:

Hoje já foi: Manuel Alegre / Cavaco Silva (sic);
08/12: Jerónimo de Sousa / Mário Soares (rtp);
09/12: Cavaco Silva / Francisco Louçã (tvi);
12/12: Manuel Alegre / Francisco Louçã (rtp);
13/12: Cavaco Silva / Jerónimo de Sousa (sic);
14/12: Mário Soares / Manuel Alegre (tvi);
15/12: Jerónimo de Sousa / Francisco Louçã (rtp);
16/12: Mário Soares / Francisco Louçã (sic);
19/12: Manuel Alegre / Jerónimo de Sousa (tvi);
20/12: Cavaco Silva / Mário Soares (rtp).

Não percam, para podermos debater / comentar aqui estes debates dos candidatos à presidência da nossa Republica.

Já agora, o que acharam deste primeiro debate???

No domínio dos princípios…

Hoje um professor alertou-me para um facto óbvio mas sobre o qual poucos reflectem.
Se há uma clara separação entre Estado e Igreja, se tiraram os crucifixos das salas de aula, porque é que se celebram feriados religiosos?

“Ele há coisas…”

sábado, dezembro 03, 2005

Democracia e Diversidade

Se há pelo menos uma coisa que me ficou clara dos recentes motins nos subúrbios franceses foi que eles conseguiram “desbloquear” o debate sobre a Democracia e a diversidade.

O discurso sobre a igualdade jurídica e a integração das comunidades imigrantes é provavelmente dos mais politicamente correctos do repertório de temas eleitorais dos partidos políticos centristas; este discurso tem ainda a vantagem de permitir que nada seja feito durante muito tempo sem que ninguém levante protestos.

O que as noites agitadas da França vieram demonstrar foi que de nada têm servido os discursos apaixonados dos últimos dez anos sobre o tema, porque deles não resultaram mudanças sérias para tentar resolver o problema migratório e as questões a ele associado.

As implicações destes distúrbios em todos os sectores e as suas causas têm sido largamente analisados nos últimos tempos, por isso não vale a pena repetir o que já foi dito, mas antes quero analisar alguns pontos relevantes sobre o debate que referi logo no início e que está na base do problema: a Democracia e a diversidade.

Quando nos questionamos sobre qual é a utilidade de integrar correctamente as minorias, surgem invariavelmente várias respostas, que apontam para a necessidade de incorporar estas minorias no tecido económico do país, permitir-lhes um correcto desenvolvimento social, ajudar a corrigir os défices demográficos, fornecer mão de obra, etc. e que em termos gerais estão correctas.

Como pudemos todos comprovar, esta política fracassou e devemos então questionar-nos sobre as implicações deste falhanço para a Democracia. Um dos pressupostos deste sistema político é o da igualdade (slogan que os franceses sabem repetir muito bem desde há dos séculos) a qual implica, para poder ser válida, a aceitação da diversidade no sentido mais amplo do termo. A diversidade portanto inclui a igualdade sexual, social, cultural, económica, racial, etc.. Por outro lado, mesmo sendo um pré-requisito para a Democracia, a igualdade e a aceitação da diversidade são, paradoxalmente, um dos grandes desafios para os Estados democráticos, mesmo para os que são considerados mais desenvolvidos.

É esta aparente contradição que permite, em parte, que exista a Democracia e que ela se desenvolva, porque quando o Estado e a sociedade rejeitam partes da população criam desequilíbrios que devem ser corrigidos para que o sistema se mantenha válido e possa ser melhorado, mas as correcções são um processo longo e lento, porque implicam mudanças profundas que, se forem feitas apressadamente, podem desestabilizar toda a ordem estabelecida; inversamente, se os governos e a sociedade se limitam a esconder o problema, ele vai aumentar e explodir como aconteceu recentemente.

Considero por estas razões que a exclusão sistemática de partes da sociedade ou as medidas que pretendem impor a igualdade em vez de aceitar a diversidade afectam directamente a Democracia e o seu desenvolvimento. Este texto está obviamente incompleto em vários pontos e salta vários passos do raciocínio, mas também não posso pretender num “post” tratar aprofundadamente uma matéria tão importante e vasta como esta.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Legitimidade Catódica Vs Legitimidade Democrática

A Legitimidade Catódica embora seja uma legitimidade informal, não deixa de ser extremamente poderosa. Ela confere aos “mais evidentes”, aqueles que acedem aos meios de comunicação social, uma autoridade real.
Ora vejamos, na sexta-feira passada dia 25-Nov-2005, pouco passava das 20:00h quando o Sr. Pedro Pinto abre o telejornal da TVi anunciando, mesmo antes das eleições, que o candidato Prof. Cavaco Silva ja teria ganho as eleições presidenciais à 1ª volta... Será este exemplo uma tentativa de controlar ou mesmo condicionar as intenções de voto dos portugueses? (deixo a resposta para futuros comentários). Em que quadro normativo se encaixa este tipo de liberdades e legitimidades?
Todos sabemos que, hoje em dia, sem acesso à televisão, qualquer causa está geralmente perdida à partida. O problema é que se a legitimidade eleitoral e parlamentar esta perfeitamente inserida num quadro normativo, a legitimidade e o poder catódicos estão livres de quaisquer constrangimentos legais. Este facto abre caminho à utilização perniciosa dos meios de comunicação social.
Que objectivos procurava a dita estação de televisão com tal abertura? Seria para dar uma informação? Seria para actuar sobre a opinião dos eleitores e tentar modificar os seus comportamentos?
É com enorme desagrado e apreensão que examino tais acontecimentos, desprovidos de qualquer tipo de ética , na medida em que têm o objectivo intencional de mentir para conseguir a manipulação dos eleitores... è pena num país dito democrático... Tenho dito!

NOTÍCIA: ESPANHA

O líder do Partido Popular Espanhol, Mariano Rajoy, e a presidente da Comunidade de Madrid, Esperanza Aguirre, sobreviveram hoje à queda de helicóptero, quando o aparelho em que viajavam levantava voo da praça de touros de Móstoles, durante uma visita dos dois dirigentes à cidade.
O vídeo, da autoria da CNN, filmou a queda do aparelho e pode ser visto aqui.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Sugestões Literárias

Salman Rushdie in, Versículos Satânicos,

João Pereira Coutinho in, Crónicas independentes;

Rui Ramos in, Outra Opinião;

Oswald Spengler in, A Decadência da Europa;

Paul Kennedy in,Ascensão e Queda das Grandes Potências.

terça-feira, novembro 29, 2005

"Gaffe" Espanhola

Estes israleitas estão intratáveis!

Notícia de última hora!

Acabámos de ser informados via agência Lusa, do mais recente candidato às eleições presidenciais de Janeiro de 2006. É um orgulho nacional contar com mais este candidato de peso, que apresentou hoje a sua candidatura. A apresentação formal da candidatura pode ser vista aqui.

segunda-feira, novembro 28, 2005

A Republica morreu!

Basta!
É tempo de passar a Certidão de Óbito a esta República e reunir uma assembleia constituinte, que aprove uma nova constituição decretando um novo regime.
Não interessa se seja uma nova Republica, uma Monarquia constitucional ou um regime Parlamentar ou Presidencial, o que interessa é sair deste estado mórbido que se encontra esta Republica Portuguesa.
As elites e esta Republica falharam. Falharam como líderes, como governantes, como instituições e falharam como Homens.

Que Republica é esta que não encoraja os seus cidadãos a terem capacidade de iniciativa e sentido de auto critica, onde os seus cidadãos já não têm a capacidade de pensarem por si próprios.
A geração pós 25 Abril, já não tem ideais, já não capacidade reivindicativa fomos educados num sistema, onde se promove a preguiça o desleixo, onde já não se procura a excelência do indivíduo.
Deixou-se de ter expectativas em relação ao futuro, deixamos levar por sonhos, deixamos de ter em algo em que acreditar.
Deixamos levar pela demagogia e pelo caminho do facilitismo.
Onde o Estado é o nosso pai, tal como vem do regime Salazarista, onde o Estado é que tem que resolver os flagelos da nossa sociedade, é que tem que resolver os nossos problemas.
Com a revolução de 25 Abril de 1974, a revolução dos cravos vermelhos, devia ter rompido com essa estagnação em que se encontrava a sociedade Portuguesa. Mas não.
E formou-se uma nova república com base em ideias nobres, assente numa democracia e na liberdade.
Pergunto que ideais nobres são estes, que democracia é esta, que liberdade nos deram, se temos uma republica, que tal como no regime Salazarista, promove a estagnação, que promove uma sociedade massificada, onde o individuo não anseia por mais e aceita a mediocridade.
Onde as Elites, tal como no regime Salazarista, nascem dentro do partido, crescem no partido e vivem do partido.
A Republica pós 25 Abril criou um conjunto de elites, que vivem e dependem exclusivamente das instituições existentes, ou seja da Republica existente, tal como no regime Salazarista e como se pode reformar aquilo que seja, se temos umas elites, que desde das bases da republica ate ao topo da Republica agarradas ao poder, as instituições que se formaram pós 25 de Abril de 1974.
Onde entram para um partido, através da juventude partidária, passando para militantes, onde pelo facto de estarem no partido ou por uma juventude partidária, começam a ser eleitos ou nomeados para as instituições desta Republica. Vivendo exclusivamente para a politica, criando assim laços de dependência pelo poder e pela permanência do Estatuo Quo, em que se encontra a nossa Republica.
E quer se queira ou quer não, a Constituição de uma Republica, molda a sociedade, ou seja as relações entre os seus cidadãos e não ao contrário.
Temos as gerações pós 25 de Abril, nascidas e criadas no mesmo princípio, que as Elites. Em que nascem, vão para a escola, e aqueles que podem, vão para a universidade e depois começam a trabalhar, mas sempre tudo ao perto da família, perto dos pais.
Não temos capacidade empreendedora, de iniciativa, que nos torne independentes, ou seja arriscar e viver a vida. Tornamo-nos medíocres, que leva a que 31 anos depois do 25 de Abril continuamos a ser uma sociedade provinciana e mesquinha, tal como éramos no regime Salazarista.

É claro que pós 25 de Abril de 1974, a nossa qualidade de vida aumentou, mas com estes condicionalismos que esta republica nos põe, não é possível ansiar por mais, não é possível uma pessoa ter capacidade criativa e dinamismo, se temos um sistema que não nos permite passar para alem da mediocridade.
E aqueles cidadãos que ultrapassam a mediocridade emigram.
Que Republica é esta que esta, que promove que os nossos licenciados, começam a emigrar para o estrangeiro, onde são bons profissionais?

BASTA!!!

É tempo de acordar para a realidade sair deste sono, desta estagnação em que nada é exigido de nós, em que a Republica, em que o Estado é o pai e o Estado que se preocupe em resolver os nossos problemas.
Dêem-nos a liberdade para lutar por nos próprios, pelos ideias que a sociedade ocidental defende e acredita, dêem-nos a liberdade de promover a democracia e a verdadeira participação de todos os cidadãos, dêem-nos a liberdade de querermos ser mais do que medíocres.

O Estado tem que promover a iniciativa individual, criar e educar indivíduos que pensem por si. E proteger e ajudar aqueles que verdadeiramente precisam e não aqueles cidadãos que tem medo de perder os seus direitos adquiridos. Os cidadãos portugueses antes da revolução de 25 Abril de 1974, e os cidadãos franceses antes da revolução francesa de 1789, que tinham a ganhar com o regime vigente também pensavam tinham direitos adquiridos.

A mudança provoca receios, provoca medo, mas a realidade é esta: estamos na cauda da Europa, estamos a ser ultrapassados pelos novos países membros da União Europeia, estamos décadas em atraso em relação a Espanha, ou seja, ficamos pela MEDIOCRIDADE.

É tempo de enfrentar a realidade: a Republica morreu!!!

Já se esperava qualquer coisa do tipo...a verdade é que não!!!

Francisco Louçã veio hoje dizer, quando participava “numa mesa redonda com mulheres” – a peça do telejornal do canal 1 não explicava mais… - que a alteração da Lei Eleitoral (de círculos plurinominais para uninominais) ia prejudicar a participação de mulheres na vida política.

O especialista das meias-verdades e da deturpação do real no seu melhor!!!

Como se o problema dele fosse esse…

O comentário prometido


Tal como acontece n' A Cidade de Deus, o argumento de O Fiel Jardineiro funciona em qualquer tipo de espaço cénico. Mas mais uma vez, uma história que por si só já é meritória de uma ida ao cinema é envolvida no contexto espacial impressionante, real e que, em interacção com o argumento, cria um filme excelente.
A promiscuidade entre poder político e a industria (farmacêutica, no caso), a utilização de meios diplomáticos para fins menos próprios e uma história de amor muito bem contada são enriquecidos pelos problemas e duras realidades do continente Africano. Realidades essas que, como as favelas, não estão acessíveis a todos. Há, no filme, uma clara preocupação em mostrar fidedignamente os problemas de um mundo do qual muitas vezes nos esquecemos.
Uma trama genial, uma fotografia digna de Óscar e o espelho de uma realidade desconcertante.
A não perder.

quinta-feira, novembro 24, 2005

O sistema Internacional e a Politica Externa dos Estados desde Vestefalia

A politica externa de cada estado tem que ter em conta a High politics, ou seja, o Estado tem que ter em conta para além da segurança, defesa integridade do Estado, ter também em conta o estado das suas finanças da sua economia e o bem estar social dos seus cidadãos, ou seja, o Estado tem que coordenar as suas politicas internas e externas com o objectivo de assegurar a sua sobrevivência. Mesmo que para tal necessite de fazer alianças com outros Estados que provoque determinadas perdas de soberania.
A politica externa de um Estado tem sempre como principio a defesa dos interesses do Estado e esses interesses não existe, pois somos demasiados diferentes para ser iguais, assim tem-se caminhado desde Vestefália para a afirmação de diferença no sistema organizativo dos Estados, pois desde Vestefália temos o surgimento e recentemente com a expulsão de novos Estados; Estados esses com a sua própria concepção do ser humano, onde há cada vez mais auto-determinação dos mesmos, enfatizando assim a diferença através do nacionalismo e independência.
Sendo assim estamos perante um sistema internacional anárquico, composto por centenas de Estados, com a sua própria concepção do ser humano, com as suas próprias crenças, convicções e valores que por sua vez irão provocar um dilema de segurança. Dilema de segurança que resulta da anarquia a sua coesão, através do bem-estar social, quer através do seu desenvolvimento económico no sentido de defender os seus interesses dentro de um sistema anárquico.
Contudo esta anarquia é mitigada, por um conjunto de valores e uma certa codificação das normas, mas continua a ser um sistema de auto-ajuda. Assim temos os Estados mais fracos a defenderem um sistema com regras no sentido de proteger os seus interesses, como forma de aumentar condicionam os seus comportamentos, ou seja, as ONG’s se querem agir, movimentarem-se, foram formadas pela vontade dos Estados, e só continuaram a existir se os Estados assim o quiserem. Tal como as ONG’s, as OIG’s condicionam a actuação dos Estados, pois os Estados quando entram para uma OIG’s, ficam vinculados, perante os princípios e os objectivos das mesmas.


Kenneth Waltz, é o teórico mais influente dos últimos 25 anos, onde reforma a abordagem do neo-realismo. Escreveu nos anos 50 “O homem o Estado e a guerra, que não é mais do que uma exposição metodológica. Neste livro fala das unidades e de análise e identifica 3 unidades de análise: o homem, o Estado e o Sistema internacional.
A visão heróica da política internacional não há opções para questões éticas morais, onde a esfera da ética diz respeito a comunidade e não tem lugar na política internacional. Assim o Estadista tem que agir de forma não ética e não moral para defender os interesses do colectivo.
Contudo perante o actual conjunto de valores éticos e morais que são comuns entre eles, logo a sua postura é diferente, pois dentro de Estados democráticos e entre Estados democráticos, existe um conjunto de normas e de valores, que provoca um apaziguamento nas suas relações.

O Direito Internacional tem que ser visto nesta dualidade em que se encontra o sistema internacional, entre Estados democráticos e não democráticos, pois todos nós temos direitos universais que uma tendência no sentido de respeitar o Direito Internacional, e a relação entre Estados democráticos e não democráticos, onde ai sim existe uma verdadeira anarquia, pois não existe confiança entre ambos.
Assim entre os Estados democráticos temos uma essência, de uma Paz Perpétua de Kant, onde se perpetua os democráticos e não democráticos a historia demonstra que as democracias são extremamente guerreiras, perante os Estados que punham em causa a sua segurança. Aqui temos a pura essência do exercício da power politics, que vem desde Vestefália..

O equilíbrio de poderes de acordo com os neo-realistas, diz-se que a característica do sistema é o resultado da distribuição do poder, e o poder é necessário estar preparado para fazer guerra no sentido de preservar o equilíbrio e é neste sentido que esta característica que vem de Vestefália ainda se perdura nos nossos dias.

Assim podemos concluir que o sistema de Vestefália sofreu alterações, quer pelo aparecimento de novos actores, como organizações civilizacionais diferentes, os princípios de Vestefália mantêm-se, pois temos um verdadeiro dilema de segurança, onde não existe uma partilha de valores comuns, mesmo com a construção de relações de confianças entre os Estados.
Dilema de segurança esse, provocado pela anarquia reinante no sistema internacional onde não existe uma organização super estadual, capaz de regular as relações entre os Estados.

A propósito do Orçamento...

quarta-feira, novembro 23, 2005

Fiel Jardineiro


Fernando Meirelles, o realizador de Cidade de Deus, regressa à grande tela.
Desta feita com Fiel Jardineiro, baseado no "best-seller" homónimo de John Le Carré, tendo como cabeças de cartaz Ralph Fiennes (A Lista de Schindler, O Paciente Inglês, Sunshine) e Rachel Weisz (Inimigo às Portas, O Júri, Inveja).
O filme passa-se no Quénia e a sua história perpassa o mundo das ONG’s, da diplomacia e a importância e actuação da indústria farmacêutica na realidade de um continente africano pobre, faminto e fustigado por epidemias.
Não vi o filme (vou colmatar essa falha este fim de semana), mas as sinopses e criticas que li são mais do que apelativas.
Soube, por fonte não oficial mas segura, que o filme é dedicado a uma funcionária de uma ONG que faleceu em circunstâncias semelhantes.
Prometo comentário na próxima semana.

terça-feira, novembro 22, 2005

Sugestões Literárias

Ruy Belo in, Colectânea de Poesia;

Arnold Toynbee in, History Studies;

Martin Amis in, Koba;

Pepetela in, Os Predadores.

Homenagem

A serviço de Portugal, do Mundo Livre e da Paz.
Em suma, da Liberdade!
Em memória de João Roma Pereira, 1º Sargento dos Comandos

Para que serve um BLOG?

Se fosse médico de Blogs, e me aparecesse o nosso jovem Blog para uma consulta de rotina, eu ficaria espantado. Até mesmo preocupado.
Porque não se fazem comentários aos posts que se vão escrevendo? Ou os assuntos que aqui andam a ser tratados não interessam patavina aos destinatários do blog; ou são posts tão maus que ninguém tem tido coragem de comentar; ou nós próprios não temos feito a divulgação necessária do nosso blog. Não me parece que o objectivo de um blog seja o de os seus colaboradores simultaneamente colocarem posts e a seguir irem a correr comentá-los.
Era engraçado, dava mesmo alguma luta a quem escreve, que de vez em quando aparecesse alguém, mesmo que de fora, e escrevesse algum comentário mais duro ou mesmo mostrando concordância. "Comments", penso que é aí que se poderá comentar!
É preciso dar asas ao Blog e ao CEPRI.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Dia D de MenDes




Na recente revista de economia que sai à segunda como suplemento do Público, "Dia D", lê-se hoje, o seguinte:
"Ex-ministros das Finanças dos givernos liderados pelo PSD criticaram a decisão do partido de votar contra o Orçamento do Estado para 2006. Um revés para o presidente dos sociais democratas." Pois, se foram então questões técnicas que serviram de base ao PSD para votar contra o orçamento para 2006, eu pergunto: Que técnicos consultou o dr. Mendes para ter chegado à conclusão de que seria melhor votar contra? Se eram técnicos então porque razão não preveniram o sr. presidente de que os outros, também eles técnicos e aliás ex-ministros, teriam uma outra posição?
O PSD não tinha que ter votado a favor do orçamento, ninguém lhe pediu que engolisse esse sapo. Podia ter caído na realidade e ter apenas admitido que alguns dos seus deputados votassem a favor, ou pelo menos se abstivessem. Não é que se tivesse manifestado muito importante para a aprovação do orçamento, mas pelo menos dava um ar de alguma democraticidade, coisa de que se quiexam estar o governo em défice. E mostravam, por fim, sentido de Estado.

domingo, novembro 20, 2005

Nuremberga, 60 anos depois

"É impossível compreender Nuremberga sem a memória da barbárie nazi!"
Passam agora 60 anos após o início das audiências do tribunal de Nuremberga, que apenas alguns meses depois levou à pena capital alguns dos 22 altos responsáveis do regime Nazi, que não tiveram a oportunidade de acompanhar o Fuhrer a tempo de evitar a humilhação.
Foram 60 anos em que a história tem vindo a remexer arquivos, a levantar hipóteses e a fazer alguns julgamentos que à data teriam possívelmente levado todos para um mesmo fim.
Pode, no entanto, colocar-se a questão da legalidade deste tribunal em particular, ou mesmo deste tipo de tribunais penais internacionais que julgam tendo por base normas que não são de todo globalmente consensuais.
Não considero minimamente justificável o projecto da Alemanha Hitleriana, não aceito sequer uma única razão para os métodos tão pouco ortodoxos que foram utilizados, contudo penso que as sentenças de Nuremberga só foram possíveis dado o pouco tempo que passara do fim do terceiro Reich. Tudo e todos viviam na aflição de um possível resurgimento do regime, donde se justifica a inceneração dos corpos dos condenados à morte, cujas cinzas foram espalhadas não se sabe bem onde, para evitar cultos despropozitados.
Neste âmbito, mas também com vista à celebração dos 15 anos da reunificação alemã, está o CEPRI a trabalhar na organização de uma conferência em que sejam debatidos todos os pontos possíveis pelos mais ilustres especialistas nesta matéria.
Aceitam-se sugestões, e colaboração na organização!

Tão diferentes, tão iguais!


Acabei de ver na SIC Notícias uma reportagem, diga-se brilhante, sobre a vida nos campos de refugiados palestinianos no Líbano. A peça presta particular atenção ao quotidiano dos palestinianos de 1ª, 2ª e 3ª geração nestes guettos que estão paredes-meias com um Líbano cosmopolita, rico, moderno.
O desemprego, o casamento como forma de abandonar o campo, a dicotomia de sentimentos entre o orgulho de serem naturais do campo face à tristeza e à miséria que lá se vive são alguns dos temas tratados.
O que mais me impressionou foram os paralelismos que podem ser feitos com a realidade da imigração europeia, tendo sempre em atenção tratarem-se de civilizações diferentes e não descurando o facto do regime libanês estar muito longe da praxis política e social europeia.
Todavia há similitudes. O Líbano tem uma política de restrição de direitos aos imigrantes que “acolhe” consistindo, por exemplo, na proibição que os imigrantes têm de exercer cerca de 30 actividades profissionais no país. Ora, não existindo essa proibição na Europa, há que assumir que um tipo de nome, um tipo de cor, um determinado local de residência podem ser impeditivos na obtenção de emprego – como se percebeu (se já não se tinha percebido!) recentemente com os tumultos nos arredores de Paris.
Em matéria de identidade nacional foi curioso ver como a 1ª geração ainda alimenta o sonho de regressar à sua terra natal, como aliás acontece na Europa, e as 2ª e 3ª geração já começam a ter problemas de identificação cultural/nacional ou procuram integrar-se em vão, mais uma vez como acontece no velho continente. Tudo isto resulta de uma guetização clara e inequívoca promovida pelos executivos libaneses. Nós optamos por uma via diferente, mas obtivemos o mesmo resultado.
Ao querermos preservar as culturas de origem dos imigrantes, em prol do multiculturalismo, criamos na Europa regimes de excepção para os que recebemos, regimes estes que fazem com que as regras dos Estados não se apliquem aos que chegam. É obvio que isto edifica guettos! Mais sério é o problema pois a imigração de que falo é de uma civilização diferente da europeia, sendo por isso maior a clivagem cultural e, consequentemente, a tenção entre locais e imigrados – situação que não se verifica entra libaneses e palestinianos.
Numa das muitas entrevistas da reportagem, um jovem palestiniano, desempregado, de 2ª geração dizia transmitir aos seus filhos os valores palestinianos pois, se não o fizesse, “digo-lhes o quê? Que são da Lua?”.
Foi isto que o Modelo Social Europeu (MSE) fez: criar 2ª e 3ª gerações da Lua, alienadas dos seus valores de origem e daqueles vigentes nos países que os acolhem.
Em teoria, o MSE é muito bonito e até humanista, mas está errado e faliu! E estamos a pagar uma factura, proveniente de culpa nossa. Está na altura de parte do espectro político europeu abrir os olhos e abandonar uma estratégia que já nasceu morta!

sexta-feira, novembro 18, 2005

Orçamento de Estado

Durante esta semana, o governo reuniu com alguns sindicatos e com os representantes dos patrões. No final do longo período de negociações, e à saída da sala onde tudo se passou, quer patrões, quer mesmo sindicatos, diziam ser este um orçamento da desgraça.
Uns porque esperavam mais aumentos, outros porque os consideram exagerados, mas ambos porque consideram o executivo intransigente.
Eu não me parece que na situação em que o país está (e ainda com submarinos e helicópteros para pagar) nos possamos dar ao luxo de querer agradar a gregos e troianos.
Talvez ambas as classes tenham que fazer cedências, uns para não fecharem as suas empresas e outros para não engrossarem mais ainda o número de desmpregados, para seu próprio bem, mas também para bem do país.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Informação Geral

Respeitando desde já os princípios de igualdade e de liberdade, apresentamos na coluna da direita, a primeira listagem apurada da totalidade dos 11 Candidatos Presidenciais que até à data mostraram intenções válidas de concorrerem ao lugar de Chefe de Estado e da Nação.
É por isso recomendado a todos que visitem as sua páginas e que se inicie aqui um ímpar, livre e amplo debate na sociedade portuguesa que vise um esclarecimento apurado das intenções de cada um dos candidatos presidenciais. Ou não...

quarta-feira, novembro 16, 2005

Portugal MUN 2005

Estão abertas as inscrições para o Portugal Model United Nations 2005 que este ano vai ser organizado pela Universidade Nova de Lisboa. O evento decorrerá nas instalações da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, Monte da Caparica, entre Quarta-feira 14 e Sábado 17 de Dezembro.

O objectivo deste tipo de eventos, que o ano passado a nossa Universidade teve a honra de organizar, é simular o funcionamento de órgãos de organizações internacionais, em particular, das Nações Unidas. Os estudantes inscritos representam os países que escolheram, defendendo os seus interesses nos diferentes órgãos.

Toda a informação sobre este evento e sobre como inscrever-se está disponível no site do núcleo de estudantes da Universidade Nova: http://www.fcsh.unl.pt/necpri/portugalmun2005/index.html

A culpa dos distúrbios franceses

Adivinhem de quem foi a culpa dos distúrbios na França nas últimas semanas??? De acordo com a sempre elucidada e profundamente sábia elite política desse país foram os culpados de sempre: a Globalização e o modelo de liberalismo anglo-saxónico!!!

Esta amostra de profundo humor francês merece ser estudada com particular atenção: sempre me tinham dito que o modelo de integração dos imigrantes na França tinha sido integralmente formulado naquele país, por isso surpreende-me que eles próprios se tenham enganado durante quarenta anos, porque afinal parece que o modelo era de inspiração anglo-saxónica, sacré bleu!

E a globalização onde será que entra neste processo? As revoltas iniciaram-se, sem nós saber-mos, por alguma cimeira do G8 surpresa em Paris que precisava dos tradicionais activistas a queimarem McDonalds? Ou terá sido, como é mais provável, que as manifestações nocturnas se iniciaram por uma longa série de falhas acumuladas na concepção do Estado Social, que já está mais que comprovado que não pode pretender ser o pai de todo um povo, sempre a protege-lo?

Parece-me que não se pode continuar a utilizar sempre o mesmo papão para todos os problemas com que um país se depara. Os comunistas fizeram-no durante 70 anos com o “monstro capitalista”, até que já ninguém os quis ouvir mais e os franceses vão pelo mesmo caminho com o seu “mau-mau” liberalista e globalizado. Esperemos que acordem do sonho socialista antes de que tudo fique queimado.

segunda-feira, novembro 14, 2005

COMUNICADO


O C.E.P.R.I. vem informar, com grande pesar, o falecimento do Senhor Prof. Doutor António Jorge Martins da Motta Veiga, Antigo Reitor da Universidade Lusíada e seu Reitor Honorário.
Devido ao seu falecimento, e em virtude do corpo se encontrar em câmara ardente na Capela da Universidade Lusíada de Lisboa, foi decretado que não haverá aulas nos dias 14 de Novembro, períodos da tarde e noite, e 15 de Novembro, todo o dia.

Vamos a um debate?

A Hegemonia norte-americana é:

- Decadente?

- Estabelecida e crescente?

- Se é decadente quem a ameaça?

- Sendo crescente quer dizer que é legitimada e, aceite como benigna?

Quem quiser contribuir é bem-vindo.

Esta temática insere-se na problemática do Ordenamento do Sistema Internacional.

A Mandatária

Era uma vez...

Era uma vez, uma menina rica que decidiu que queria ser psicóloga e deputada. Como que por magia os dois desejos foram realizados, é claro que são consequências do seu mérito próprio e não das influências do Papá.

A dita menina passou a ser uma ilustre e, nunca é de mais referir, apreciada deputada, devido aos seus atributos (cada um lê á sua maneira, e eu já escolhi a minha), e também professora assitente de uma universidade respeitada na praça.Esta deputada pertence a um partido, ou não(refere-se ao partido), que promete credibilidade e estabilidade para alterar a vida dos portugueses através de um conjunto de malabarismos iluminados.Na sequência de tão apregoado projecto empreendedor, trabalhador e inesgotável este blog pede um simples esclarecimento: porquê é que dita deputada e assistente universitária foi demitida da instituição de ensino na qual, supostamente, leccionava?

Esperamos não encontrar a resposta quando o movimento da qual faz parte se encontrar no poder.

Esperemos que não.

Pois não descobrir certas coisas pode ser bem mais proveitoso, do que constatar uma triste realidade e essa realidade tem um nome: capricho e, subsquentemente, mentira na medida que não é, intrinsecamente, verdadeira, constituindo-se como um fait-divers.

Agora, é mandatária presidencial para a Juventude.

A França que precisamos!

"O grande mal dos intelectuais ocidentais é subscreverem todas as injustiças sociais e, ao subscreverem-nas, contribuírem para a ilusão que todas tem uma solução."
Raymond Aaron - O Ópio dos Intelectuais

Informação Importante

Aviso: Este post tem uma componente informativa bastante útil para o nosso curso.

Está disponível um serviço no site da Lusíada, na secção de seviços (Mediateca), que se dirige à investigação de milhares de artigos sobre as mais vriadas temáticas.

Academic Search Premiere.

Para acederem têm que se deslocar à Meidateca e, validarem a vossa password.

Vale muito a pena.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Principais contribuintes para o orçamento da Organização

ONU.Países com participação superior a 1%
nos ingressos do pressuposto ordinário da ONU (
2003).

Estados Unidos da América

22 %

Japão

19,51 %

Alemanha

9,76 %

França

6,46 %

Reino Unido

5,53 %

Itália

5,06 %

Canadá

2,55 %

Espanha

2,51 %

Brasil

2,39 %

Coreia do Sul

1,85 %

Holanda

1,73%

Austrália

1,62 %

China

1,53 %

Suiça

1,27 %

Rússia

1,20 %

Bélgica

1,12 %

México

1,08 %

Suécia

1,02 %

Pós-Modernismo

«A única atitude inteligente diante da vida é aceitá-la, o que significa aceitar que não é compreensível, previsível ou homogénea».

OFF-SIDE

Um dos pressupostos básicos que deveremos ponderar face a comparações entre os EUA e a Europa, em termos constitucionais, é a segurança.

Será a Europa um complexo de segurança?

Uma comunidade política?

A Europa, ao contrário dos EUA, não possui capacidade de projectar, individualmente, a sua segurança, nem tão pouco, o seu projecto político e, daqui decorrem duas consequências: qual o relevo que uma nova arquictetura constitucional, de carácter federalista, acrescentaria a estas ineficácias; e, consequentemente, qual os efeitos prejurativos advindos de tal opção?
Resposta: o fim da ilusão. Ilusão que dura vai fazer um século, em 1914.

A missão civilizacional europeia não morreu, simplesmente, foi trespassada e, adquirida pela face regeneradora do Ocidente: O Novo Mundo.

Somos velhos e, patéticos.

É o fim da História.

Para os Europeus.

Recomendações literárias (onde é que eu já vi isto?)

Miguel Esteves Cardoso in, a Causa das Coisas;

Samuel S. Kim in, Inter-Korean Relations;

António José de Saraiva in, Crónicas.

Violência em França!!

Depois de alguns dias turbulentos em França, por causa da tal segunda geração de imigrantes que segundo consta, se sentiram marginalizados e postos de parte pela sociedade pelo simples facto de serem vistos como imigrantes e de não se integrarem, a vigilância máxima foi posta à prática e tanto quanto se sabe até agora, tem ajudado mas como era de esperar, não foi o suficiente para resolver o problema! No entanto não é deste caso em concreto que me gostava de expressar, mas sim da rapidez com que esta revolta se "espalhou" pela Europa, na minha opinião com a contribuição da comunicação social, pelo menos no caso dos carros da Amadora (Bélgica e Alemanha não ponho em causa, nem culpo a comunicação social). Apesar de ainda não estar nada comprovado, tem sido um facto que em Portugal tudo acontece... Na altura em que se falava do Antrax, nós claro, tinhamos logo que aparecer com suspeitas da existência de Antrax em Portugal; Há pouco, apareceu a gripe das aves, veio logo não sei quem dizer que estava no Hospital e que tinha, obviamente!! Eu até tento perceber esta necessidade de chamar à atenção, mas há algo que é importante e muitas vezes esquecido, que é a veracidade das notícias tem sido posta em causa vezes de mais. Isto tudo para dizer que os Jornalistas quando dão uma notícia, deviam ter mais cuidado, pois cheguei a ouvir um repórter da sic dizer que aconteciam estas revoltas em bairros sociais em que essencialmente moravam imigrantes e uma camada populacional excluída da sociedade, como acontecia na Cova da Moura... Deve ser para lhes lembrar que eles também têm que se revoltar!?! No meu entender é muito importante dar as notícias como elas são, mas há que ter certos cuidados, porque pode levar a que certas pessoas se identifiquem com o que se têm passado e que se gere ainda mais violência! Não é que ignore o que se passa nesses bairros, nem queira esconder nada, simplesmente acho que um pouco de cuidado e sensibilização era importante... Nem sempre o meio é a violência (talvez um último recurso).

quarta-feira, novembro 09, 2005

Ainda as Autárquicas

No passado dia 9 de Outubro, data em que em todo o país se realizaram as eleições para os órgãos de soberania local, passou-se em Cascais algo de muito estranho.
Uma autarquia que até 2001 era das mais importantes no panorama autárquico nacional, em 2005 terá, penso eu, desaparecido do mapa da grande Lisboa.Repito, penso eu. É que, excepto no momento em que me dirigi à mesa de voto para eleger um novo vereador a Cascais, nunca mais ouvi falar de eleições aqui para estes lados. Será que alguém roubou as urnas de voto, com os votos lá dentro, e a CNE teve vergonha de o assumir? Será que Cascais perdeu mesmo toda a importância política que tinha (é certo que não era muita)? Será mesmo que dispensaram os nossos votos pois estava à partida definido o vencedor? Não sei o que se passou, estou mesmo com sérias dúvidas que alguma coisa se passou depois das 11h, hora em que fui votar. Terão sido as broncas de Lisboa, Oeiras, Gondomar, Felgueiras, Amarante, e por aí fora, que apagaram das sondagens à boca das urnas que passavam em tudo o que era canal de TV o já apagado Capucho? Mas ele ganhou, certo???

terça-feira, novembro 08, 2005

Só Ares e Cavacadas

Na passada sexta feira, numa das suas crónicas, Vasco Pulido Valente avançou com mais uma possível distinção a fazer entre Soares e Cavaco. As diferenças culturais separam ambos os pesos pesados. Clarificando, a proviniência burguesa próxima do comunismo de um e o triste e pobre passado de outro, que nasceu longe de Lisboa, a cidade onde tudo se passava (e assim continua) marcou de forma irredutível a vida de ambos os senhores, vincando bem as suas personalidades.
Mais diferenças se aceitam, esperando eu, que lá para janeiro possamos reúnir umas quantas e "ajudar" alguns indecisos a direccionar o seu voto.
Eu começaria por distingui-los no seguinte: se um tem já idade para ter juízo, o outro terá motivos para ter vergonha!
Venham daí mais diferenças!

Resposta ao Lucro

O ganho de mais valias económicas continua a ser visto, principalmente por sectores sociais com uma determinada orientação política, como a principal justificação de acordos de paz, guerras, políticas públicas e demais acções de Estado.
Embora a questão seja mais complexa que isto, mas um blog não se destina a ser um lugar de publicação de teses de mestrado ou de doutoramento, julgo que a raiz da questão se encontra na dicotomia doutrinária de quem comanda o mundo: a economia ou a política?
Perguntas, Filipe, se se pode continuar a pensar hoje que o lucro determina a acção política internacional. Na minha opinião, nunca se pôde aplicar essa “regra”.
Dizer que o lucro ou mesmo generalizando, a economia estipula de forma determinante a política internacional parece-me redutor. Não insignificante, mas redutor.
A título de exemplo, as guerras sempre tiveram como objectivo (de um modo geral) desígnios nacionais de natureza política, bases de defesa, materializações ideológicas e a subsistência ou o enaltecimento de povos. Bem sei que para o fazer são necessários recursos materiais e humanos aos quais estão subjacentes capitais financeiros. Mas entendo a economia como um meio ao serviço da política, e não o contrário. Talvez o principal instrumento, mas nunca um motor. Por isto, considero estarmos de acordo.
Porque é que a sociedade aplica ou continua a aplicar esta "regra"? Não sei.
Porque é que os activistas anti-globalização vão aos espectáculos da MTV e a festivais de verão patrocinados pela Coca-Cola?

segunda-feira, novembro 07, 2005

Lucro

A semanha passada veio ao tema durante uma aula a questão do lucro como motor de todas as acções nas Relações Internacionais. Pode-se realmente continuar a pensar dessa maneira exclusivista nos dias de hoje? Será que todas as acções, de todos os líderes políticos em todo o mundo resumem-se à maximização dos lucros?
Uma análise séria e consciente da conjuntura em que ocorrem os desenvolvimentos revelar-nos-há quase sempre que o "lucro" n
ão é mais do que um dos elementos a ter em conta, e não o elemento principal; então porque será sempre a visão conspiratória das grandes empresas e os seus interesses que domina a nossa percepção das RI? Talvés porque ver o mundo assim seja a maneira fácil de faze-lo e não a correcta.

Post à Pacheco Pereira


Disse não a mais cargos públicos.
Disse “basta” no dia dos 80. Está de volta.
Entristeceu os que estavam “Alegre’s”.
Voltou a ópera bufa e bafienta.

Presente!

Pois é, mais um que se junta!
Gostaria em primeiro lugar de dar os parabéns aos criadores deste blog que, mais uma vez, mostraram querer dar uma nova dinâmica ao nosso querido CEPRI!
Como antigo membro dos órgãos sociais do Centro, sou particularmente sensível a tudo que fazem por ele e entendo que esta iniciativa na blogosféra não só lhe dá mais visibilidade, como o ajuda a cumprir os objectivos a que se propõe.
Tendo em atenção a actual conjuntura politica, prometo ser um blogger assíduo.

Beijos e Abraços!

Aquisições & Fusões

O C.E.P.R.I. orgulha-se de apresentar ao mundo, o seu mais novo e recente motor de busca, uma parceria com o famoso Google, que promete revolucionar o ambiente cinbernáutico e que passa a estar, a partir de hoje, ao dispor do mundo em versão final através da página de busca.

Podem também encontrar este link na coluna da direita.

Antigo presidente do Peru detido no Chile


(Alberto Fujimori quer recandidatar-se)

O antigo Presidente peruano Alberto Fujimori, acusado de ter comandado vários assassinatos e de estar envolvido em casos de corrupção, foi detido no Chile. Acusado de 21 crimes de corrupção e violação dos direitos do homem, fugiu do Peru em 2000 depois de se ter recusado a demitir-se, apesar da vaga de contestação de que foi alvo. O ex-presidente refugiou-se no Japão, país originário da sua família. Anunciou também que intencionava residir temporariamente no Chile, com o intuito de regressar ao Peru, para se apresentar a eleições presidenciais em Abril do próximo ano. A candidata socialista às eleições presidenciais no Chile, Michelle Bachelet, já tinha afirmado que Fujimori deveria ser detido, conforme prevê a legislação internacional. "Eu pergunto-me, tal como todos os chilenos, o que é que este senhor vem fazer ao Chile?", questionou ela. Pois é, a moda da Fátima Felgueiras está a pegar... Primeiro refugiam-se longe para não irem presos, depois voltam e candidatam-se, uma à Câmara de Felgueiras outro ao cargo de Presidente do Peru...Isto está bonito!! Vamos lá ver como serão os próximos episódios desta saga... Por enquanto está detido... mas por quanto tempo?

Não eram Balas, era Chumbo!

Irónicamente, só pode, numa das suas últimas intervenções em que aproveitou para começar a alterar o seu discurso, Nicolas Sarkozy, refere que incendiar viaturas, destruir establecimentos comerciais e ferir polícias são atitudes completamente deploráveis. No entanto, "aqueles indivíduos não estavam a utilizar armas com balas, mas sim cartuchos com chumbos, ou seja, não eram carabinas nem G3, mas sim meras caçadeiras", portanto pode concluir-se que daqui não advém grande problema de segurança para os franceses.
Ora, então temos que considerar que se o facto da diferança de cartuchos e balas é essencial para Sarkozy, então poderá ser tanto mais desculpável o facto de outros nem sequer usarem armas de fogo, mas o fogo prorpiamente dito. Parece-me que o problema é demasiado grave e com contornos dificilmente limitáveis para que em França se ande ainda a discutir com que meios andam os vândalos a destruir bens alheios, para só depois então se decidir como agir. Bem sei que será complicado pôr em prática algumas medidas com vista à resolução do problema, e note-se que já se pondera pôr as tropas na rua, mas deixar que a destruição avançe, por mais três dias ou uma semana levará ao desgaste e descrédito total do governo de Villepin.
Rui Estêvão Alexandre

domingo, novembro 06, 2005

A Unidade Europeia

Após a Segunda Guerra Mundial as nações europeias esgotaram o seu papel histórico e foram reduzidas a elementos subordinados de um sistema mundial (bipolar* - EUA e URSS) formado por potências continentais, cuja ordem de grandeza faz com que tenham um regime político mais complexo do que o dos Estados unitários e diferenças sociais mais ou menos marcantes de base territorial.
A exigência de Paz fez-se sentir, na forma mais aguda, na Europa, onde o problema da coexistência entre os Estados assumiu características bem diferentes das que se apresentaram nos vastos espaços do espaço político norte-americano. A Europa, onde o nacionalismo pôs em perigo as próprias bases da convivência civil, foi o campo em que a experiência federalista, embora condenada a não ter por muito tempo resultados concretos, se desenvolveu no sentido de uma visão global da sociedade.
O Internacionalismo liberal, democrático, socialista e comunista confiou sempre na possibilidade de resolver o problema da paz com a simples colaboração internacional, sem que entrasse em discussão a soberania nacional. Num mundo dividido em Estados soberanos, no qual a política internacional apoia-se no uso da força ou na ameaça de recorrer a ela e não no direito, o antagonismo acabou por prevalecer sobre a colaboração entre os Estados. As correntes revolucionárias que transformaram os regimes políticos de toda a Europa, condicionadas pela luta pelo poder no âmbito de cada Estado e pela defesa deste poder num mundo de Estados em luta entre si, viram-se obrigadas a sacrificar os egoísmos nacionais em detrimento de uma inspiração internacionalista.
O Federalismo parece oferecer os instrumentos institucionais para superar os limites do Internacionalismo. Assim, a luta para unificar a Europa coincide com a luta para submeter ao controle democrático aquele sector da vida política que esteve, até então, abandonado ao embate diplomático e militar entre os Estados. A perspectiva da unificação federal, hoje, na ordem do dia na Europa, permite criar condições para garantir, na base das suas instituições políticas e, portanto, com o apoio do poder, a unidade na diversidade.
Com referência aos meios para resolver este problema, vale lembrar que a procura da unidade, através da hegemonia do Estado mais forte sobre os outros Estados, não teve sucesso. A união, conseguida através de uma escolha democrática das comunidades que decidiram aderir ao movimento, transformou em realidade o sonho dos precursores do federalismo europeu e tornouse actual, após a eleição, com base no sufrágio universal, do Parlamento Europeu, como também outras mudanças institucionais da extrema importância.


* a ordem internacional, formada na base do resultado da Segunda Guerra Mundial, apoia-se no predomínio dos EUA e da URSS, que governam o sistema internacional dos Estados surgidos das ruínas do velho sistema europeu. Os Estados europeus, perdida a sua posição dominante, degradaram-se a ponto de se tornarem satélites das superpotências. Por consequência, o problema da defesa coloca-se em termos radicalmente novos. A linha máxima de tensão que divide os Estados europeus não é mais aquela que contrapõe a França à Alemanha, mas aquela que separa os EUA da URSS, ambas na direcção dos respectivos blocos. O problema da defesa tende a unir a Europa Ocidental, no quadro da Aliança Atlântica, sob o protectorado americano na confrontação com a ameaça da URSS.
A unificação europeia, tornou-se assim, no segundo pós-guerra, a forma mais adequada de orientação fundamental da política externa dos Estados da Europa Ocidental. Talvez a base desta nudança de direcção histórica se encontre na incapacidade dos Estados nacionais de assegurarem sozinhos, tanto a defesa do país, como o desenvolvimento económico aos seus cidadãos.
Luís Albogas

Que Soberania?

Quando se fala em cedência de soberania, pegando num dos temas apresentados pelo nosso presidente, fico sempre confuso porque não entendo realmente de que cedências se trata.
São cedências dos poderes Estaduais para entidados que lhe são superiores, tais com as instituições europeias? Ou são as cedências de soberania de que os políticos portugueses nunca conseguiram abdicar em favor da criação de regiões, no seio do próprio Estado?
A questão da dita regeonalização, que tanto tem assombrado as vidas dos nossos soberanos, não se tem colocado pois argumentam que as dimensões do país a isso não justificam. E eu coloco a questão: então porque funciona ela na Suiça ou mesmo na Bélgica? Porque se calhar, antes de ter começado a abdicar de todos os poderes que lhe assistiam (principalmente a Bélgica) trataram de reforçar os governos regionais, dando-lhes força, poder, autonomia.
Mas diz-se então em Lisboa que isso ia apenas gerar mais gastos, ou que iria criar uma dificuldade de controlo nas ramificações do poder. E pergunto eu: a criação de governos regionais não levaria à objectiva diminuição dos efectivos em Lisboa? Não será esse o motiva da urticária? E quanto às ramificações do poder, não se tratará apenas de um receio de Lisboa de perder o controlo, tal pai (tão paternalista que se poderia até chamar António Oliveira) que chora no casamento do filho pois sabe que não irá mais controlar os seus horários, as suas rotinas, os sues hábitos?
Não foi objectivo do Liberalismo a descentralização do Poder? Então que raio de país é este que ainda vive na agonia de deixar sair o controlo de Lisboa?
Rui Alexandre

C.E.P.R.I. (Rui)

Num primeiro passeio por este espaço, que agora dá os seus primeiros laivos de vida, e que tem e terá tudo para que se consiga afirmar como um verdadeiro fórum de debate e até mesmo discussão, fui invadido por uma sensação de que há qualquer coisa que embora muito a custo, vem saindo do esforço e trabalho de todos nós (e também dos que tanto nos têm ajudado - thanks maninha da Mary), mostrando-se cautelosa, responsável, interessante, mas acima de tudo muito irreverente. Irreverente não, pelo menos até agora, pelos assuntos aqui abordados mas sim porque muito é preciso para que pouco se extraia da colaboração directa da nossa Universidade.
Quando digo nossa, visto efectivamente a camisola. E é por isso que quero através de todas as iniciativas possíveis e realizáveis pelo CEPRI mostrar que a dependência financeira e logística se verifica realmente, mas aquela que nos move, a intelectual, essa não há que a demova.
É agora necessário um pouco de picante (ou mesmo de sangue) para que o debate neste fórum se inicie.
Vamos divulgá-lo, promovê-lo e dar-lhe asas, deixá-lo voar.
Rui Alexandre

quarta-feira, novembro 02, 2005

Início


Efectivamente o CEPRI, e a Mary, estão de parabéns pelo início deste blogue, que representa possivelmente a plataforma de comunicação mais eficiente e democrática dos estudantes de RI e CP da Universidade Lusíada.
Com a colaboração de todos, espero poder tornar este espaço um complemento prático das aulas e da vida do CEPRI.
Mas de pouco vale estar a formular desejos se não contribuímos para que estes se concretizem, por isso dou o toque de arranque para os debates com uma proposta de debate sobre a validade (ou não) e importância dos seguintes temas:

  • A importância qualitativa e quantitativa dos novos actores nas RI.

  • A desterritorialização do estado e a diluição das fronteiras.

  • As cedências de soberania.

  • A multiplicação dos regimes internacionais.

  • A formação de valores com vocação universal.

Contribuirei com as minhas próprias opiniões sobre o tema nos próximos dias.
  

segunda-feira, outubro 31, 2005

Parabéns CEPRI!!!

Parabéns ao nosso CEPRI, que finalmente começa a ter oportunidade de se expressar e comunicar com todos aqueles que a este núcleo pertencem ( todos os alunos de Relações Internacionais e Ciência Política)!!
Espero muito sinceramente, que sirva para colocarmos questões uns aos outros e para que haja debates interessantes!
Vamos tornar o nosso núcleo algo bastante dinâmico e que nos dê treino e ajude nos nossos cursos, para nos prepararmos melhor para as nossas vidas profissionais. Vamos por isso começar a trabalhar!!!
Quero ver novos Posts todos os dias................. ;o)
Mary (Luísa Aldim)