sábado, fevereiro 09, 2008

Dalai Lama


Sou a favor do pluralismo de opiniões. No entanto, quando se analisa a vida e o papel político, social e religioso do Dalai Lama ou outras individualidades, é necessário olhar para as circunstâncias e as condicionantes que os rodeiam. As violações aos direitos humanos levadas a cabo pelo regime comunista na China ao longo de mais de meio século, não só na região do Tibete mas em toda a China, são conhecidas do público "democrático" em geral. A China hoje tem duas opções, ou democratiza-se e respeita os territórios autónomos e os príncipios da Carta das Nações Unidas como o da autodeterminação dos povos, ou então é minha a convicção que a emergência da sua economia vai abrandar e gradualmente vai se tornar um Estado hostil às democracias ocidentais. A invasão do Tibete por parte da China é uma violação do Direito Internacional, da mesma maneira que foi a invasão do Kuwait pelo Iraque no ínicio dos anos 90.

Quem conheça os príncipios fundamentais do budismo, sabe que os valores que o Dalai Lama defende, não são só operações de estética e imagem com objectivos políticos. De facto, hoje o Dalai Lama , à semelhança de Ghandi no passdo, é um dos homens que desempenhou as suas funções políticas através da defesa de príncipios como a não-violência, a paz e os direitos humanos.
Breve biografia de S. S. Dalai Lama:
Em 1950, com 15 anos de idade, Sua Santidade foi solicitado a assumir a completa responsabilidade política como chefe de estado e de governo, após a invasão chinesa do Tibet. Em 1954, foi a Beijing para tratativas de paz com Mao Tsetung e outros lideres chineses, como Chou En-Lai e Deng Xiaoping. Em 1956, durante visita à Índia para participar das festividades do aniversário de 2500 anos de Buda, esteve presente em uma série de reuniões com Nehru, o Primeiro Ministro Indiano, e o Premiê Chou, sobre a situação do Tibet que se deteriorava rapidamente.
Seus esforços para alcançar uma solução pacífica para o problema sino-tibetano foram frustrados pelas atrocidades da política chinesa, no leste do Tibet, dando origem a um levante popular. Esse movimento de resistência espalhou-se por outras partes do País, e em 10 de Março de 1959, Lhasa, a capital do Tibet, explodiu em um grande levante. As manifestações da resistência tibetana exigiam que a China deixasse o Tibet, reafirmando a sua independência.
Quando a situação se tornou insustentável, pediu-se ao Dalai Lama que saísse do país para continuar no exílio a luta pela libertação. Sua Santidade seguiu para a Índia, que lhe concedeu asilo político, acompanhado de outros oitenta mil refugiados tibetanos. Hoje há mais de 120.000 tibetanos vivendo como refugiados na Índia, Nepal, Butão e no Ocidente. Desde 1960, Sua Santidade reside em Dharamsala, uma pequena cidade no norte da Índia, apropriadamente conhecida como "Pequena Lhasa", por sediar a sede do governo tibetano no exílio.
Desde a invasão chinesa, Sua Santidade apresentou vários recursos às Nações Unidas sobre a questão tibetana. A Assembléia Geral adotou três resoluções sobre o Tibet, em 1959, 1961 e 1965.


Processo de Democratização


Com o estabelecimento do Governo Tibetano no Exílio, Sua Santidade percebeu que a tarefa mais imediata e urgente era lutar pela preservação da cultura tibetana. Fundou 53 assentamentos agrícolas de larga escala para acolher os refugiados; idealizou um sistema educacional tibetano autônomo (existem hoje mais de 80 escolas tibetanas na Índia e Nepal) para oferecer às crianças refugiadas tibetanas pleno conhecimento de sua língua, história, religião e cultura. Em 1959 criou o Instituto Tibetano de Artes Dramáticas; o Instituto Central de Altos Estudos Tibetanos se transformou em uma universidade para os tibetanos na Índia. Sua Santidade inaugurou vários institutos culturais com o propósito de preservar as artes e ciências tibetanas, e ajudou a restabelecer mais de 200 monastérios para preservar a vasta obra de ensinamentos do budismo, a essência do espírito tibetano.


Pelo lado da política, em 1963 Sua Santidade apresentou o esboço de uma constituição democrática para o Tibet, baseada nos princípios budistas e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. A nova constituição democrática promulgada como resultado desta reforma foi denominada "Carta dos Tibetanos no Exílio". Essa carta defende a liberdade de expressão, crença, reunião e movimento. Oferece também detalhadas linhas de ação para o funcionamento do governo tibetano no que diz respeito aos que vivem no exílio.


Em 1992, Sua Santidade publicou linhas diretrizes para a constituição de um futuro Tibet livre. Anunciou que o a primeira e imediata tarefa do Tibet libertado será estabelecer um governo interino com a principal responsabilidade de eleger uma Assembléia Constituinte, para criar e implantar uma constituição democrática tibetana. Nesse dia, Sua Santidade transferirá toda a sua autoridade política e histórica para o Presidente interino, passando a viver como um cidadão comum. Ele também afirmou esperar que o Tibet, incluindo suas tradicionais três províncias (U-Tsang, Amdo e Kham), seja federativo e democrático.


Em maio de 1990, as reformas propostas por Sua Santidade deram ensejo à realização de uma administração verdadeiramente democrática para a comunidade tibetana no exílio. O Gabinete tibetano (Kashag), que até então sempre fora indicado por Sua Santidade, foi dissolvido, juntamente com a Décima Assembléia de Deputados do Povo Tibetano (o Parlamento tibetano no exílio). Nesse mesmo ano, tibetanos exilados no subcontinente indiano e em mais de 33 outros países elegeram 46 membros da ampliada 11ª Assembléia Tibetana, numa votação direta. A Assembléia, por sua vez, elegeu os novos membros do Gabinete. Em setembro de 2001, um passo ainda maior para a democratização foi dado quando o eleitorado tibetano elegeu diretamente o Kalon Tripa, ministério-mor do Gabinete, que por sua vez indicou seu próprio Gabinete, a ser aprovado pela Assembléia Tibetana. Na longa história do Tibet, essa foi a primeira vez que o povo elegeu seus líderes políticos.


Iniciativas pela paz


Em setembro de 1987, Sua Santidade propôs o Plano de Paz de Cinco Pontos para o Tibet, como um primeiro passo na direção de uma solução pacífica para a situação que rapidamente se deteriorava no país. Em sua visão, o Tibet se tornaria um santuário, uma zona de paz no coração da Ásia, em que todos os seres sencientes poderiam viver em harmonia, com o delicado equilíbrio ambiental preservado. A China, até o momento, não respondeu positivamente às várias propostas de paz criadas por Sua Santidade.


O Plano de Cinco Pontos


Em seu discurso aos membros do Congresso Americano em Washington, D.C., realizado em 21 de setembro de 1987, Sua Santidade propôs o seguinte plano de paz, composto por cinco pontos básicos:


Transformação de todo o Tibet em uma zona de paz.


Cessação da política chinesa de transferência de população, que ameaça a própria existência dos tibetanos como povo.


Respeito pelos direitos humanos fundamentais dos tibetanos, bem como de suas liberdades democráticas.


Restauração e proteção do ambiente natural tibetano, e o abandono do uso do território tibetano, pela China, para produção de armas nucleares e como depósito de lixo nuclear.


Início de negociações sérias sobre o futuro status do Tibet e das relações entre os povos chinês e tibetano.


Proposta de Estrasburgo


Discursando no Parlamento Europeu de Estrasburgo, na França, em 15 de junho de 1988, Sua Santidade detalhou minuciosamente o último dos Cinco Pontos desse plano de paz. Ele propôs o estabelecimento de conversações entre chineses e tibetanos para a criação de um governo autônomo das três províncias tibetanas, "em associação com a República Popular da China". O governo chinês continuaria sendo responsável pela política exterior e defesa do Tibet.


Para Sua Santidade, essa proposta era "o modo mais realista para se restabelecer uma identidade independente do Tibet e restituir os direitos fundamentais do povo tibetano, conciliando ao mesmo tempo os próprios interesses da China." Enfatizou por outro lado que "qualquer que seja o resultado das negociações com os chineses, o povo tibetano por si mesmo deve ser a autoridade decisória máxima."


Posteriormente, no entanto, em 2 de Setembro de 1991 (Dia da Democracia Tibetana), o Governo do Tibet no exílio declarou que a Proposta de Estrasburgo não estava mais em vigor: "Sua Santidade, o Dalai Lama, deixou bem claro, em sua declaração de 10 de março, que em razão da atitude fechada e negativa da atual liderança chinesa, percebeu que seu compromisso pessoal com as idéias expressas na proposta de Estrasburgo tornou-se sem efeito, e que se não houver novas iniciativas por parte dos Chineses ele se considerará livre de qualquer obrigação com relação a essa proposta. Entretanto, continua firmemente compromissado no caminho da não violência e em encontrar uma solução para a questão tibetana através de negociações e entendimentos. Sob as atuais circunstâncias, Sua Santidade, o Dalai Lama, não mais se sente obrigado ou limitado a manter a Proposta de Estraburgo como uma base para encontrar uma solução pacífica para o problema tibetano."


Contatos Oriente-Ocidente
Desde 1967, Sua Santidade iniciou uma série de viagens que o levaram a 42 países. Em fevereiro de 1990, foi convidado pelo Presidente Vaclav Havel para ir à Tchecoslováquia, onde divulgaram uma declaração conjunta incitando "todos os políticos a desvencilharem-se de restrições e interesses de grupos públicos ou privados e a guiarem suas mentes por sua própria consciência, sentimento e responsabilidade, fundamentados na verdade e na justiça."

Em 1991, encontrou-se com o Presidente dos Estados Unidos da América, George Bush, Neill Kinnock, o lider britânico de opsição, os ministros das Relações Exteriores da França e da Suíça, o Chanceler e Presidente da Áustria, e vários outros membros de governo estrangeiros. Em reuniões com líderes políticos, religiosos, culturais e comerciais, como também em grandes platéias em universidades, igrejas ou centros comunitários, falou de sua crença na união da família humana e da necessidade do desenvolvimento de um senso de responsabilidade universal.

Sua Santidade disse: "Vivemos atualmente em um mundo interdependente. Os problemas de uma Nação não podem ser solucionados muito tempo somente por ela mesma. Sem um senso de responsabilidade universal, nossa sobrevivência está em perigo. Basicamente, responsabilidade universal significa sentir pelo sofrimento de outras pessoas o mesmo que sentimos pelo nosso próprio sofrimento. Eu sempre acreditei num melhor entendimento, numa cooperação mais próxima e num respeito maior entre as várias Nações do mundo. Além disso, sinto que o amor e a compaixão são a tessitura moral para chegar à paz mundial."
Sua Santidade encontrou-se no Vaticano com os papas Paulo VI (em 1973) e João Paulo II (em 1980, 1982, 1986, 1988 e 1990).
Em um encontro com a imprensa em Roma, em 1980, expressou deste modo seu desejo de se encontrar com o Papa João Paulo II: "Vivemos em um período de grandes crises, de desenvolvimentos mundiais turbulentos. Não é possível encontrar paz na alma sem segurança e harmonia entre os povos. Por esta razão, espero ansiosamente por um encontro com o Santo Padre, para trocar idéias e sentimentos, e para ouvir suas sugestões sobre os caminhos para uma pacificação progressiva entre os povos."
Em 1981, Sua Santidade conversou com o Arcebispo de Canterbury, Dr. Robert Runcie, e com outros líderes da Igreja Anglicana em Londres. Ele também se encontrou com lideranças da Igreja Católica e comunidades judaicas, e pronunciou-se em um serviço interreligioso promovido em sua honra pelo Congresso Mundial da Fé. Em Outubro de 1989, durante um diálogo realizado em Dharamsala contando com a presença de oito rabinos e acadêmicos dos Estados Unidos, Sua Santidade enfatizou: "Quando nos tornamos refugiados, sabemos que nossa luta não seria fácil; ela levará muito tempo, gerações. Com freqüência nos referimos ao povo judeu e à forma como ele manteve sua identidade e fé a despeito de tamanha privação e sofrimento. Quando as condições externas amadureceram, ele estava prontos para reconstruir sua nação. Assim, pode-se concluir que há muitas coisas a aprender com os irmãos e irmãs judeus."
Em outro fórum sobre a comunhão de fé e a necessidade de união entre as diferentes religiões, ele afirmou: "Sempre acreditei que é muito melhor termos uma série de religiões e várias filosofias, do que uma única religião ou filosofia. Isto é necessário por causa das disposições mentais diferentes de cada ser humano. Cada religião possui certas idéias ou técnicas características, e aprender sobre elas só pode enriquecer a fé de alguém."
Reconhecimento universal e prêmios
Desde sua primeira visita ao ocidente, em 1973, a reputação de Sua Santidade como acadêmico e homem de paz só fez crescer, incessantemente. Nos últimos anos, um grande número de universidades e instituições em todos o mundo têm lhe conferido Prêmios da Paz e títulos de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento pelos seus escritos sobre a filosofia budista e sua liderança a serviço da liberdade, da paz e da não-violência. Um desse títulos, o de Doutor, foi conferido pela Universidade de Seattle, em Washington, EUA.
O seguinte resumo da menção dessa Universidade reflete a estatura de Sua Santidade: "No reino da mente e espírito, o senhor se distinguiu na rigorosa tradição das universidades budistas, alcançando o Grau de Doutor com as mais altas honras, com a idade de 25 anos. No âmbito de assuntos diplomáticos e governamentais, não obstante, o senhor encontrou tempo para lecionar e registrou de forma escrita seus sutis insights sobre filosofia e o significado da vida contemplativa no mundo moderno. Seus livros representam uma contribuição significativa não somente para o vasto corpo de literatura budista, mas também para o diálogo ecumênico entre as grandes religiões mundiais. Sua própria dedicação à vida monástica e contemplativa tem alcançado a admiração não somente por parte dos budistas, mas também dos meditadores cristãos, incluindo o monge Thomas Merton, cuja amizade e conversações com o senhor eram extremamente férteis."
Ao apresentar o Prêmio de Direitos Humanos Congressional Raoul Wallenberg em 1989, o Congressista Americano Tom Lantos disse: "A luta corajosa de Sua Santidade o Dalai Lama o tem distinguido como um líder dos direitos humanos e da paz mundial. Seus esforços contínuos para cessar o sofrimento do povo tibetano através de negociações pacíficas e reconciliação têm exigido dele enorme coragem e sacrifício."
O Prêmio Nobel da Paz de 1989
A decisão do Comitê Norueguês do Prêmio Nobel de conferir à Sua Santidade o Prêmio da Paz ganhou reconhecimento e aplauso mundial. A citação diz: "O Comitê deseja enfatizar o fato de que o Dalai Lama, em sua luta para a liberação do Tibet, constantemente se opõe ao uso da violência. Ele, em vez disto, advoga soluções pacíficas baseadas na tolerância e respeito mútuos para a preservação da herança cultural e histórica de seu povo. O Dalai Lama desenvolveu sua filosofia de paz com uma grande reverência por todas as coisas vivas, e um conceito de responsabilidade universal que envolve toda a humanidade e também a natureza. Na opinião do Comitê, o Dalai Lama vem se conduzindo com propostas construtivas e visionárias para a solução de conflitos internacionais, questões de direitos humanos e problemas ambientais globais."
Em 10 de Dezembro de 1989, Sua Santidade aceitou o prêmio em nome de todos os oprimidos no mundo e daqueles que lutam pela liberdade e trabalham pela paz mundial e pleo povo do Tibet. Em suas considerações, disse: "O prêmio reafirma a nossa convicção de que com a verdade, coragem e determinação como nossas armas, o Tibet será libertado. Nossa luta deve permanecer sem violência e livre de ódio."
Ele também enviou uma mensagem de encorajamento pelo movimento democrático chinês, cuja recente manifestação na Praça da Paz Celestial havia sido alvo de brutal repressão. "Na China, o movimento popular pela democracia foi subjugado pela força bruta, em junho deste ano. Não acredito que as manifestações foram em vão, porque o espírito de liberdade renasceu no povo chinês, e a China não pode escapar do impacto desse espírito, que sopra em muitas partes do mundo. Os corajosos estudantes e seus defensores mostraram à liderança chinesa e ao mundo a face humana daquela grande nação."
Simplesmente um monge budista
Sua Santidade o Dalai Lama freqüentemente diz: "Eu sou simplesmente um monge budista — nem mais nem menos." Ele realmente segue os preceitos da vida de um monge. Vivendo em uma pequena cabana em Dharamsala, levanta-se todos os dias às 4 horas da manhã para meditar, e cumpre uma atribulada agenda de encontros administrativos, audiências particulares, ensinamentos e cerimônias religiosas. Conclui o dia, sempre, com orações. Ao revelar as suas maiores fontes de inspiração, ele normalmente cita seus versos favoritos, encontrados nos escritos do reconhecido santo budista Shantideva:
Enquanto o espaço existir,enquanto seres humanos permanecerem,devo eu também permanecerpara dissipar a miséria do mundo.
(Traduzido por Fátima Ricco Lamac e revisado por Arnaldo Bassolli.)




18 comentários:

Duarte Serrano disse...

É bem verdade que os direitos humanos são violados na China de uma forma girtante, se tiver tempo leia o meu artigo em que falo disso. Todavia a China foi aceite no Conselho de Segurança saindo Taiwan, ora isso significa que para a ONU esse problema foi aceite tendo em conta as circunstâncias.

Gostava de saber melhor o que pensa sobre a questão do Dalai Lama.É que hoje apoiar esse senhor, ou Sua Santidade, tornou-se motivo de estar ligado no terreno aos direitos humanos, o que não é necessariamente correcto. Porque a madre Teresa deu apoio directo, o Dalai Lama faz de dar apoio e diz que grita pelos direitos humanos, mas qual foi o seu grande contributo, houve efectivamente uma redução nas violações dos direitos humanos.

O seu texto diz que recebeu o Nobel pelas ideias que defende... Mas as ideias são abastractas... ou como se trata de sua Santidade é lei de Deus? No fundo penso que o Dalai Lama tem bom sentimentos e quer a paz mundial e até penso que é benéfico, mas não o considero melhor ou comprável com a madre Teresa, nem com a Pricessa Diana. Viajar pelo mundo também eu o fa´ço, se alterar o motivo da viagem para a paz mundial e disser viva aos direitos huomanos já sou laureado para a competição?

Jean Paul Sartre recusou o Nobel por entender que se referia a uma questão puramente social e também por motivações políticas. Mas o Ocidente esta assim tão desesperado que tenha de usar tudo e todos?É isso que os inimigos da nossa cultura querem ver: DESESPERO!Só palavras não trazem os mortos à vida nem cuidam dos vivos. As condicionantes que rodeiam o Dalai Lama é o que o torna tão aptecivel à instrumentalização pela sua forma de diplacia que não é de todo ingénua...!

Isto é apenas a minha humilde visão do cenário, nada mais.

Duarte Serrano disse...

Se o Dudismo não é encarado como uma religião mas como uma ciência por alguns... Então sua santidade é o quê?O ponto máximo na hierarquia da ciência? E se não é uma religião ele é chefe do quê? Do Estado que quer formar novamente?

Rui M. F. Saraiva disse...

Olá Duarte,

Aconselho a uma procura de informação sobre o tema.

Em primeiro lugar, o Dalai Lama foi forçado a escolher o exílio sob pena de ser assassinado, caso escolhesse a permanência no Tibete. No exílio, decidiu enveredar por uma resistência nao-violenta ao Estado invasor. Esta medida, evitou a chacina de milhares de tibetanos e a morte de alguns chineses em combate.

No âmbito político, não achas que é legítimo as viagens do Dalai Lama ao estrangeiro, no sentido de conseguir o apoio de outros Estados? Para mim, eu criticaria o Dalai Lama, se permanecesse na Índia o resto da vida e esquecesse as angústias do povo tibetano.

Outra tarefa fundamental, foi a organização de um Estado democrático no exílio. O Dalai Lama instituiu um parlamento no exílio, uma constituição democrática em que consta a tripartiçaõ de poderes, etc.

Quanto a mim o budismo nao é uma religião no sentido comum que se dá ao termo. No entanto não nego que existe um lado institucional. A abertura do Dalai Lama às outras religiões é também um exemplo de louvar. São frequentes os encontros com líderes religiosos ou espirituais.

O Dalai Lama é uma referência para 6 milhões de tibetanos. O facto de defender os valores que se conhecem, só por si influencia a atitude na vida de milhões de pessoas no mundo.

Enquanto académico budista o Dalai Lama é dos professores mais respeitados na área. De facto ele tem grande conhecimento académico sobre o tema. O Budismo é património da Humanidade, uma filosofia que merece ser preservada. Assim é de louvar a acção do Dalai Lama neste domínio.

Sartre certamente nao tinha as responsabilidades políticas do Dalai Lama, Sartre pode dar se ao luxo de recusar os nobels que lhe atribuem porque a sua liberdade religiosa e política nao está em jogo.

Acho que tu podes viajar pelo mundo e falar da paz mundial, mas será que as pessoas querem te ouvir? Depois questiona te acerca da razão pela qual as pessoas querem ouvir o Dalai Lama....

Duarte Serrano disse...

Portanto só o facto de um Dalai Lama ser ouvido é motivo para o Nobel... As pessoas tambem ouvem o que diz Bin Laden ou mesmo o que dizia Hitler também era ouvido, se arrastar multidões é prova de virtude...!

Gostava que me explica-se porque sempre foram os Dalai lama daquela regiao. Os papas foram qua-se sempre eurpeus, ainda que S. Pedro não. Mas existem cardeias africanos asiáticos que podem ser Papas. Já no Budismo essa carga institucional é falseada para encontrar a rencarnação rm quem mais convém.

Então se é uma ciencia o Dalai Lama é santidade do quê?

Eu não critico nada, nem me intersso muito pelo tema, acho até o Dalai Lama uma figura secundária na teia internacional. O que eu pergunto, e se fosse possível alguem me responder ou contra por, é se o Dalai Lama é instrumentaçizado pelos Estados para atacarem a China ou não. E se nesse campo existe um aproveitamento do Dalai Lama a tentar voltar ao seu país e fazer cair o regime chines, e por isso viajar tanto, para mostrar e espalhar a mensagem anti-chnesa.

O Budismo é patrimonio da humanidade... Também o era o Iraque Museum, com toda a cultura milenar com continha, e nada restou, também os temlos que os japoneses na invasao da manchuria destruíram os eram, entre muitas atrocidades à historia.

Entao por o defender tem mais legitimidade que os outros, mais honras ou há algo mais que devemos aprofundar?

Perceba, a mim só me interessa ver o que está obnubilado, a causa tibetana não me interessa mas sim a forma co mo os Estados fazem uso dela.Volto a fizar isto que é muito importante:

o Dalai Lama luta por uma terra há qual já não tem direito, a ONU em 1971 deixou para trás essa qestao, retoma~la hoje só com a alteração do Conselhor de Segurança.

Se o Dalai Lama tem direitos historicos... A França e a Russia assim como a Italia devem ter um Rei só porque no passado foram depostos de forma violenta e sem consulta popular como Portugal?

Eu acho légitimo as viagens, alias,é uma questao auq so a ele diz respeito. O que eu não percebo é arranjar apoio para quê?Salvar a cultura tibetana? Isso é na ONU e nao naos Estados... nao sejamos simplorios a esse ponto...?

Rui M. F. Saraiva disse...

Olá Duarte,
Vou tentar responder a algumas das tuas perguntas. Em primeiro lugar podes perceber toda circunstância que envolve a causa tibetana, a qual o Dalai Lama defende, através deste site do governo no exílio: http://www.tibet.com/

Começando pela tua última questão. A ONU é sei dúvida um fórum internacional indicado para a discussão do problema tibetano, aliás nesse sentido são relevantes as resoluções: United Nations General Assembly - Resolution 1353
United Nations General Assembly - Resolution 1723
United Nations General Assembly - Resolution 2079

No entanto, a ONU é composta por Estados e pela presença da China no Conselho de Segurança, não me pareçe muito inteligente seguir a via unidireccional de resolução do problema através das Naçoes Unidas.

Assim uma "diplomacia" bilateral por parte do Dalai lama e do governo tibetano, torna se essencial. É de destacar o papel que os EUA têm neste domínio.

É claro que a cada Estado utiliza a imagem da defesa dos Direitos Humanos como uma medida de soft power. Mas nao considero isso de maneira nenhuma ilegitimo.

O Dalai Lama já disse que nao pretende a independência. Pretende apenas uma verdadeira autonomia. No entanto isso teria consequências no resto da China, onde várias autonomias iriam emergir.

Já foste a uma conferência do Dalai Lama? Ele está longe de passar uma mensagem anti-chinesa. Tem um profundo respeito pela China. A sua causa não é anti chinesa, é apenas pro paz e direitos humanos no tibete.

Quanto ao título de Sua Santidade. Posso te garantir que o Dalai Lama não reclama. Aliás é normalmente a imprensa ocidental que atribui o nome de sua santidade quando fala do Dalai Lama. Já estive no NEpal onde existe uma grande comunidade de tibetanos e não existe um tibetano que fale em sua santidade e dalai lama.

Se puder ajudar em mais alguma coisa...

Anónimo disse...

Ok. Eu até percebo o que dizem. Mas que sentido faz tudo isto. AS verdade é, a China pode e o Lama não. Se é instrumentalizado ou nao... caga nisso,o que importa é o esforço da China para se modernizar.

O Lama é fixe mas não faz muito sentido com o uniforme de guerreiro.

lol.boas

Duarte Serrano disse...

Rui,

Mas não me respondeu à questão de as NU terem dado à China o Conselho de Segurança. Nem me respondeu à questão de ser sempre um asiático o Dalai Lama...

Eu não quero saber da legitimidade das vesitas... Mas da instrumentalização...!

Porque se nega a falar sobre isso?

Miguel Bleck disse...

Apesar de não ser Budista, eu chego até ter algumas ideias religiosas que se aproximam como o príncipio karmico da vida. No entanto, e não obstante de nutrir uma certa simpatia pela personalidade que é o Dalai Lama, julgo que os esforços deste são conduzidos de uma forma errada uma vez que as questões válidas que ele coloca na defesa de um Tibete, se não livre pelo menos com maior autonomia, são relegadas para segundo plano, sendo que são ser - como diz o Daurte e bem - instrumentalizadas pelas potências adversas ao crescimento económico chinês. Ou seja a Questão Tibetana não passa de uma arma de arremeso político contra a china nos dias que correm e as movimentações do Dalai Lama tendem a piorar a situação. às vezes é melhor esperar que a poeira acente para poder agir com maior exactidão.

Duarte Serrano disse...

P.S

A Igreja Católica na figura do Papa João paulo II pediu perdão pelos seus erros ao longo da História.

Se o Dalai Lama não se assume como Sua Santidade então porque se assume como "Oseano deSabedoria... O significado do termo?

Penso que existem algumas incoerencias... é ou não é um líder?O Dalai Lama não pode rogar para si direitos que depois não assume. O texto em português do Brasil que o Rui colocou chama-o de sua Santidade, mas como diz é a impresa...!Claro. Não se esqueça que o termo Sua Santidade não é tido na àsia co mo nós o conhecemos... pelo qual Dalai Lama o subtitui.

Rui M. F. Saraiva disse...

A China sempre fez parte do Conselho de Segurança. No entanto até 1971 foi representada pelo governo nacionalista e depois passou a ser representada pelo governo comunista. Como deves saber, o facto de o regime representativo da China na ONU ter sido substituído deveu se à viagem de Kissinger à China em 1970. O desanuviamento das Relações Sino-americanas, e o cisma sino-soviético dava vantagem aos americanos no âmbito da Guerra Fria. Não crítico.

Quanto à instrumentalização do Dalai Lama, eu pergunto, na política o que não é instrumentalizado? De facto, como referi anteriormente, defender o Dalai Lama constitui uma medida de soft power para os Estados, e uma medida no sentido da democratização da China que interessa não só às potências ocidentais, mas tb às potências regionais asiáticas.

A ignorância por vezes pode levar a críticas insustentadas. O Dalai Lama nunca se assumiu como Oceano de Sabedoria. Esse termo é a tradução do nome que lhe foi atribuído: Tenzin Gyatso. Na Ásia normalmente os nomes têm significados. E esta é a prova como o budismo dá mais valor ao conhecimento do que à santidade. Oceano de Sabedoria penso que é um nome bem aplicado porque, de facto, o Dalai Lama é um académico budista com mts qualidades e uma sabedoria quase sem par na área de estudo quefalamos.

O Dalai Lama foi sempre um tibetano porque o Dalai Lama é uma instituição tibetana. Em Portugal está na lei que o Presidente da República nao pode ser um cidadão estrangeiro. No tibete não existe nenhuma regra ou norma jurídica em relação a isso, no entanto o costume ditou que até hoje fosse sempre um tibetano. O Tibete esteve isolado do Mundo até meados do século XX. Só depois da invasão chinesa, a cultura tibetana e o budismo tibetano começou a ser conhecido globalmente. Grande parte dos académicos budistas tiveram que fugir do Tibete porque eram perseguidos pelos chineses. Isto devido à Revolução Cultural efectuada a partir de 1966.

Quanto às incoerências não percebi muito bem. Penso que é consensual que o Dalai Lama é um líder. A questão de Sua Santidade, penso que ficou bem explicada. No Tibete nao existia este termo. Só no mundo ocidental. No entanto a mim não me causa estranheza. Espero que não incomode ninguém...

Ah um pormenor, eu nao me nego a falar de quase nada. Estou disponível para continuar a dar a minha visão sobre o tema.

Duarte Serrano disse...

Caro Rui,

O Dalai Lama não se assume como nada só como um monge pelos vistos... E que monge, aqueles que não é preciso sempre de mão esticada. Penso que não deve é recorrer ao insulto facil e ser pouco civilizado. Afinal eu apenas tento saber um pouco mis sobre o assunto e aplanar esta matéria.

É claro que ele não diz ser nada, a verdade é que ele é. Como alguns reis que também nao usavam coroa e diziam ser povo como o seu povo,olhe Herodes tambem era humilde...e depois...!

Nao critica o Kissinger?Esse assunto foi o que ditou a historia do Tibete porque agora tazer à luz do Direito Internacional a questao desseterritorio é ridiculo.

Se o Dalai Lama e um monge, entao reze. E ja agora, ele e um garnde cientista, de que? O Tom Cruise tambem...

Agora, voce vem dizer...Tudo é instrumentalizado. Olhe a Lili Caneças tambem diz morto e o contrario deestar vivo... ha pois é!

"O Dalai Lama foi sempre um tibetano porque o Dalai Lama é uma instituição tibetana. Em Portugal está na lei que o Presidente da República nao pode ser um cidadão estrangeiro." Diz o amigo Rui...

A diferença esta em que em Portugal o Prof. Cavaco Silva nao vai encarnar nas proximas eleiçoes.

As instituiçoes nazis tambem eram inflexivis e entao? Isso nao explica e apenas retorica ligeira e explicaçoes de senso comum.

Se o Dalai Lama´é tao igual porque teve de sair da China? a revoluçao cultural ate os queria todos iguais...

Duarte Serrano disse...

P.S

Se esteve sempre fechado ao mundo ate os chineses la chegarem isso revela tudo menos humildade Rui.

E o facto de o Dalai Lama ser ums instuição...Mas de que? de procteçao do partimonio Budista? No afeganistao rebetaram com Budas de perda fantasticos, e tudo se acalmou.

Um Chines espirra em Pequim e dizem logo que tente destruir casas em Lasa... tenha paciencia...

Rui M. F. Saraiva disse...

Hahahaha foi a primeira vez que alguém me comparou com a Lili Caneças!!

É verdade que normalmente o Dalai Lama só se assume como um monge budista. No entanto penso que isso é um gesto de humildade. Penso que ele tem bem a consciência das suas funções políticas e espirituais.

Não considero que a acção de kissinger foi nociva. Ele optou por um mal menor. A vitória da URSS na Guerra Fria traria consequências desastrosas para os EUA e para o mundo em geral. Não posso criticar kissinger. Porque não exigo que ele sobreponha os interesses do Tibete ao dos EUA. No entanto, os EUA têm sido notáveis ao longo da história no apoio à causa tibetana. Foi notável tb a coragem política de Angela Merkel, no ano passado, quando recebeu oficialmente o Dalai Lama.

Não sei quais são os príncipios da cientologia, nem as qualidades académicas do Tom Cruise. Na minha opinião, um dos príncipios budistas é a verificabilidade daquilo que é defendido. Esse facto aproxima o budismo a uma ciência e não a uma religião.

Discutir a reencarnação é um longo debate que demora várias horas. Aconselho a ler alguns livros autênticos sobre isso. De facto a reencarnação é outra dimensão da instituição Dalai Lama. Atrás penso que explicitei bem o porquê da nacionalidade ter sido sempre tibetana. Neste âmbito da nacionalidade faz sentido usar o exemplo da instituição do Presidente da Republica em Portugal. Numa outra dimensão da instituição Dalai Lama, não poderemos utilizar outros exemplos, porque o aspecto da reencarnação é único neste caso.

No entanto, com a qualidade dos políticos actuais de Portugal, até dava jeito que alguns do passado reencarnassem, como é o caso do Francisco Sá Carneiro... hahaha!

O Dalai Lama é uma instituição política e espiritual. Existiram vários Dalai Lamas ao longo da história.

O Tibete teve fechado ao mundo, mais pelas condicionantes geográficas e pelo facto de não existir vias de comunicação, como estradas, etc que ligasse o Tibete aos países circundantes. Lembro te que o Tibete situa se a uma altitude muito elevade, cercado pela cadeia montanhosa mais elevada do mundo, os Himalaias

Se te puder ajudar em mais alguma dúvida...

Duarte Serrano disse...

O Dalai Lama é uma instituição para quem acredita no Budismo. Qaunto a ser uma ciencia... De que?è verificavel,ok. Mas verifica o que Rui?

Anda as voltas e nada diz!Quando afirma que o Dalai lama fugiu para salvar vidas que morreriam com a sua permanencia esta a mentir. Porque quando diz que existtiu uma invasao sabe bem que o exercito Budista perdeu a guerra, e tambem diz que o Dalai Lama fugiu para salvar a vida. Entao mas foi para salvar avida dele ou a de outros?A sua permanebcia no Tibete era nula e fugiu.

A reencarnaçao e complexa, de tal maneira que só em quem os Budistas querem, reencarna. Tanta tolerencia, e nao pode Haver um europeu ou um africano?

Sabe o Tibete esteve fechado ao mundo.Hoje a China gastou muito dinheiro para criar um caminho de ferro ultra moderno que chegue ao Tibete. Isso sp é possivel com o apoio da China, porque atraves do Dalai Lama nada se faria. A resistencia a mudança e grande, e a ideia de que os Tibetanos estao na vangaurda deixa muito a desejar, quando aprecem a navegar na net mas com a Tv a filmar, tudo isso e propaganda.

Portanto, o Dalai Lama nao e anti-china, mas a China nao quer o Dalai Lama. O dalai Lama quer o que a China nao quer, voltar ao Tibete, logo e inimigo da China...

Entao mas e um monge com consciencia politica elevada? Jeseus Cristo, tambem dizia que era marceneiro e Flho de Deus! O Dalai Lama é so monge, mas ha uns que são mais monges do que outros pelos vistos...!

Segundo sei o I Dalai Lama nasceu no seculo XIV. Diz sempre que e uma instituiçao, mas tambem um monge so um monge..

é como dizer que o Parlamento nao e uma instituiçao sao so deputados... Como um parlamento, mas so deputados...Assim evita-se a critica,lol.

Em relaçao a Sa Carneiro tem razao, mal o mal e pelo mundo fora, so que se encarnaça houver como a do Budismo Sa Carneiro sera sempre portugues.

Como e que no Budismo se verifica se alguem noutra vida ja foi uma larva?

Os EUA na causa tibetana? RUi...

Espero que voce esteja preparado para o nque lhe vou dizer...mas.. niguem da nada a niguem.

Os Eua so querem mostrar que nao cedem perante a China, ponto.

Livros autenticos sobre a reencarnaçao?Oh meu Deus...Ja agora o Numero vencedor para o proximo euromilhoes qual e?

Gostava que me respondesse sem rodeios a uma questao que ja lhe fiz varias vezes... A ONU aceitou a China no Conselho de Segurança...Ok!Os EUA foram quem ajudou e voce diz me que foram os EUA incansaveis na ajuda Tibetana.

Na Europa do pos guerra tambem. Tudo para o nosso bem. Pedir algo me troca?Jamais...

Penso que voce faz da instituiçao Dalai Lama uma coisa floreada.

E confunde coragem com interese nacional

Rui M. F. Saraiva disse...

Independentemente de acreditar no budismo, o Dalai Lama é uma instituição política e espiritual do Tibete. Lá porque alguns não acreditam no Parlamentarismo, não significa que ele deixe de ser uma instituição.

Isto foi o que referi atrás (felizmente está registado): “Em primeiro lugar, o Dalai Lama foi forçado a escolher o exílio sob pena de ser assassinado, caso escolhesse a permanência no Tibete. No exílio, decidiu enveredar por uma resistência nao-violenta ao Estado invasor. Esta medida, evitou a chacina de milhares de tibetanos e a morte de alguns chineses em combate.”

Ou seja eu não disse que ele fugiu para salvar vidas, muito menos disse que alguém morria com a sua permanência. O que disse é que ele fugiu para salvar a sua própria vida e que os valores como a nao violencia que defende evitou uma grande chacina de tibetanos. Se os tibetanos tivessem respondido aos chineses através da força, os chineses utilizaram a violência em resposta. As minhas palavras são claras, mas já percebi que tens a tendência para dizer que disse algo que nao disse. Felizmente aqui tudo fica registado.

De facto existia uma pequena força militar no Tibete, daí a chamar exército budista não compreendo. Isto não é os cruzados. Provavelmente a maioria dos militares no exército portugues são cristãos, mas isso não faz do exército de Portugal um Exército Cristão!!!
A força militar tibetana suspendeu as suas acções através das ordens do Dalai Lama. No entanto existiam outros movimentos de guerrilha no Tibete, independentes do Dalai Lama e que agiam contra as suas ordens. Estes movimentos de guerrilha tiveram até 1970 o apoio logístico da CIA.

A China construiu a linha de comboio Beijing-Tibete, não em nome do desenvolvimento do Tibete, mas para continuar para proceder à continuação da transformação do território tibetano em território Chinês. Hoje 1500 chineses por dia chegam ao Tibete, devido a esse comboio. Os tibetanos estão gradualmente a tornar-se uma minoria na sua própria região. Isto tem profundas implicações sociais. A etnia, língua e cultura tibetana está a ser destruída com este tipo de medidas. O Tibete faz tb fronteira com a Índia e o Nepal, penso que se o Dalai Lama estivesse no Tibete a ligação ferroviária abrangeria todo o conjunto de países fronteiriços e nao só Beijing...

Eu não tento florear a instituição Dalai Lama, tento apenas ter uma abordagem independente da visão comunista chinesa da mesma.

Duarte Serrano disse...

Rui,

Voce esta a explicar aquilo que diz... Sim, Dalai Lama fugiu para salvar a vida e para evitar mortes?As duas é o que pergunto?On record...

O parlamentarismo é democrático o Dalai Lama não, o parlamentarismo resulta de uma concertação e não de um homem só...

A linha serviu os ineteresses da China...Que pecado, tem razão... isso é vergonhoso.Antes ligar ao Nepal do que ao Tibete,lol.

Aos insusgentes, então nao houviam sua Santidade como diz o actor budista?

Em França a Resistance, tambem nada tinha que ver com clases políticas eram so desordeiros, nunca tem...Obvio!

Repare que só me acusa enquanto eu procuro a verdade.

Visão independente?Como consegue isso.. pelo que diz ve-se que quer um Tibete independente...é a unica independencia que voce quer..Rui...!

Portanto a causa estava perdida então foge...Grande líder esse não?

Miguel Bleck disse...

Apenas um pequeno reparo, não acho que estejas a ser assim tão claro Rui aliás deixas certos pontos um pouco enublados o que dá aso a que o Duarte "deturpe" o que dizes. Isto claro de um ponto de vista de uma pessoa que pouco percebe do asunto e está a gostar sobejamente do debate e troca de ideias que é de salutar. Acho que necessitamos é disto mesmo neste Blog. Vivacidade!

Rui M. F. Saraiva disse...

Duarte, a causa tibetana nunca esteve perdida. De facto se o Dalai Lama continuasse no Tibete seria assassinado e agora não estavamos a ter esta discussão. Acho que foi uma opção mais que sensata. Hoje a causa tibetana ainda é actuale preemente. Com grande visibilidade mediática. Isto deve se aos esforços do Dalai Lama.

Miguel se puder ajudar a clarificar os pontos "enublados", terei todo o gosto.

Cumprimentos