sábado, novembro 17, 2007

A Importância de se Chamar Silêncio e o Amigo Realismo


Em Relações Internacionais (R.I) o que provém da emoção ou brota da espontaneidade não é nem pode ser “bom senso”. Na vida nem sempre se pode dizer o que se pensa ou nem sempre se pode dizer no momento indicado tudo em que se pensa, isso não invalida o acto analítico, como o deve desflorar. Devemos, pois, ter “o bom senso” de medir as acções das nossas palavras, porque se no tribunal Divino se dá a palmatória à razão na terra não e em R.I ainda menos.
Chavéz agora fala de uma investigação às empresas espanholas de quem desconfia de compadrio assim como de Aznar, numa tentativa de golpe de estado que quase depôs o actual Presidente da Venezuela. No futuro todo este imbróglio não favorecerá a Espanha, tal só serviu para o discurso de vitimação populista de Chávez… Não nos podemos esquecer que a Espanha tem largo investimento nesse país través da: Telefónica, Mafre, Repsol, Prisa, Santander, BBVA, entre muitos outros sendo estes os de maior envergadura económica.

Aqui é de frisar que a diplomacia espanhola falhou! Falhou quando o Rei mandou calar Chávez e quando se levantou e saiu. Falhou quando Madrid fez e faz pressão para que “Caracas se cale” no discurso extremado para que os canais diplomáticos funcionem. Nem sempre na vida e no futuro enquanto profissionais as coisas nos correm como desejamos ou queremos, temos por isso de as superar, mas isso só se faz com esforço, abdicação e dedicação e também uma centelha divina. Nem sempre os canais diplomáticos nos anais do Sistema Internacional funcionam, por isso devemos, se queremos prosperar, despojar-nos dos sentimentos não dos sentidos…

O Rei de Espanha sabe bem o que é querer dizer o que se pensa e não poder dizer, afinal quando Franco o chamou estava longe de desconfiar que este iria enveredar pelo processo democrático ou D. Juan Carlos de Bourbon também o mandou calar na época? Visto Franco ser um verdadeiro ditador.

O Presidente da República Francesa também sucumbiu à pressão do trabalho quando numa entrevista da CBS chamou de imbecil um assessor acabando mesmo por vir a abandonar a entrevista por não lhe agradar uma pergunta, ao qual já se tinha escusado a responder, sobre o seu casamento. Atendamos que um Chefe de Estado não tem vida privada, tal posição não lhe permite isso muito menos amuar ao sabor do vento. Quem não está preparado então não deve almejar tanto! O mesmo de passa na diplomacia, ou os estudantes se preparam para a REALIDADE que é antagónica e medonha ou são esmagados pelos acontecimentos e pela impraticabilidade. Porque em R.I não existem máximas nem Imperativos Categóricos para nos ajudar.O realismo é o melhor amigo com quem podemos contar e que nunca nos faltará.

Fyodor Dostoiévski escreveu um livro que dava pelo título de “O Idiota”. Este conta a história de um homem que dizia sempre a verdade. Talvez devesse ser uma leitura obrigatória para quem quer seguir carreira na política e na diplomacia. Hoje, a opinião pública seja doméstica ou internacional não gosta de ver cenas de cariz pouco cavalheiresco e rude. Numa sociedade em que a imagem é tudo, o conteúdo não pode ser desvalorizado, a bem da política da diplomacia e do S.I.
Em suma a educação deve fazer parte da vida dos políticos e dos diplomatas, é “Soft Power” e tem muito valor acrescido. Segundo sei o que tem faltado aos líderes mundiais é “Smart Power” para lidar com as questões mais compressoras. Uns porque mandam calar outros porque são calados e aqueles e aquelas que nunca falam são e sempre foram uma constante, bom senso e silêncio não são conceitos universais. Por isso tenhamos bom senso ou estejamos calados a causalidade não pode ser ludibriada, havemos sempre de ser arrebatados pelos acontecimentos, porém o que conta é como lidamos com eles.

8 comentários:

Rui M. F. Saraiva disse...

Caro Duarte,
É curioso que tudo o que escreveste acerca do Rei Juan Carlos, devia ser aplicado ao Chávez.
Se observares bem os discursos de Chávez nas diversas organizações internacionais, consegues te aperceber que são recheados de emoções perturbadoras e mentiras. Afinal chamar "El Diablo" ao Presidente dos EUA na AG da ONU, não será um gesto emocional e desprovido de bom senso?
Será que Chávez também não terá que "medir as acções das suas palavras"?
Penso que a subjugação às mentiras, calúnias e populismo de Chávez não é uma falha da diplomacia, mesmo quando estão interesses económicos em jogo.
De facto, a meu ver, a reacção do Rei Juan Carlos deu uma vitória em termos de soft power, à diplomacia espanhola. O Rei assumiu se como o bastião dos direitos humanos e das democracias liberais ocidentais, quando mandou calar um déspota como Chávez!
A nível interno, o Rei ao mandar calar Chávez, melhorou a sua imagem perante aqueles que estavam a ficar descontentes com a monarquia. Os títulos dos jornais espanhois nesse dia foram segundo a BBC:
El Mundo said: "The king has put Chavez in his place in the name of all Spaniards."

El Pais said Mr Chavez's outburst was "intolerable".
Então a acção do Rei foi aplaudida em Espanha. Se a nível internacinal, o Rei é o representante de Espanha e da população espanhola, então houve sucesso diplomático, tendo em conta que o Rei foi aplaudido pela população Espanhola.

Na venezuela, a oposição a Chávez, nomeadamente os estudantes que recentemente protestavam contra o regime nas ruas já adoptaram o slogan: "Porque no te cállas?". Então o rei poderá ter dado um novo alento à oposição pro democracia na Venezuela.

Se a nossa percepção da diplomacia observar apenas os interesses materiais e económicos, então não satisfaz completamente o interesse nacional, porque este é tambémconstituido por componentes culturais ou ideológicas.

Talvez Doistoiesvki fosse um verdadeiro idiota quando caracterizou aquele que fala sempre a verdade como idiota! Na verdade penso que o verdadeiro sinal de idiotice existe quando se manifesta o silêncio, no momento em que alguém deve falar!

Chávez Chegou hoje a Lisboa, e tenho a sensação que aqui é o silêncio e a idiotice que reinará!

Duarte Serrano disse...

Caro Rui

Em relação às suas afirmações por serem várias vou comentá-las uma a uma. Chavéz é um demagogo e tem pouca consistência no seu discurso, o grande factor de perturbação é o facto da Venezuela ter petróleo, sem isso Chavéz seria somente um agitador próprio a um pronunciamento de que a América do sul já nos habituou. O sentimento a dejá vu de Chávez faz-me lembrar Peron.

• O seu discurso é emotivo e desprovido de bom senso, ainda que tenha uma conotação que vem a estar em voga tal como o Axis of Evil. Não pelo que representa na sua essência mas para uma mensagem que remete para um messianismo;

• Tudo o que escrevi acerca do Rei de Espanha era secundário e reflectivo e tinha em prisma um período conturbado da vida política e social da Espanha bem mais adverso, a que o Rei sob tais hospícios soube supera-los apelando à diplomacia;

• Chávez deveria medir as suas acções e palavras, nem percebo qual a necessidade de falar nisso, acho que é cabal? Se eu fosse consultor de Chávez para os assuntos externos aconselharia mais prudência e um discurso mais analítico. Penso ter dado ênfase à questão da Análise Vs Causalidade;

• A Diplomacia Económica é hoje um aspecto vital por parte dos Estados, em si o conceito de subjugação tem muito que se lhe diga ex.: há quem pense que os EUA ganharam a guerra do Vietname e quem pense que a perderam, não se trata aqui de ver quem é mais viril, não é essa a minha ideia de diplomacia. Porém se me diz que a diplomacia pode evoluir para um método mais agressivo, à teóricos que o defendem, mas quando a isso penso que o meu conceito de diplomacia é diferente do seu visto eu ser menos agressivo e de não-confrontaçao directa;

• Em relação à afirmação de que O Rei de Espanha se assumiu como um bastião dos direitos humanos e das democracias liberais, não digo que não… Parece-me serem prematuras tais afirmações e genéricas;

• Se a monarquia Espanhola está mais firme certamente que eu fico mais contente do que V. Exa. que é republicano. Ainda que os bascos e os catalões continuem a pensar o mesmo;

• A falácia de que por um alto representante ser aplaudido a diplomacia foi bem sucedida não é maneira de avaliar resultados. Assim, em Roma no coliseu também se poderia dizer que o povo também gritava. Claro, esta afirmação é abusiva já a sua é redutora uma vez que a Política Externa não deve ser condicionada pela Doméstica. Ser aplaudido é tudo menos um sucesso diplomático, digo eu;

• Ao alento, não sei, mas espero bem que sim;

• Doistoiesvki, não comento;

• Quando a Chávez em Lisboa como já lhe disse não prevejo o futuro quando houver contexto de análise falaremos.


Espero ter sido pormenorizado na forma de lhe responder e ter dissipado as perguntas que me fez e algumas incorrecções sobre o artigo. Porque também eu gostei de ver o Rei de Espanha a por Chávez não seu lugar, porém o Rei fez o que Chávez queria, sendo esse o ponto que eu quero focar! Também Chávez tem um grande apoio interno preparando-se para mudar a constituição, essa penso ser uma tendência que veremos muito no Sistema Internacional.

Um grande abraço bom estudo e bom fim-de-semana.

Rui M. F. Saraiva disse...

Caro Duarte
Em primeiro lugar regozijo-me por ter a oportunidade de discutir estas ideias sobre o Chávez, o Rei Juan Carlos, a diplomacia espanhola e a diplomacia venezuelana. Certamente que na Venezuela estaria muito mais condicionado em termos de liberdade de expressão... No entanto sei que a nossa opinião em relação ao Chávez e o seu regime coincide.

Concordo contigo no ponto em que dizes que a diplomacia económica é vital. No entanto devo dizer que as opções espanholas neste campo não se reduzem às relações bilaterais com a Venezuela. Mesmo no caso do petróleo, existem outras opções.

Um ponto que quero deixar bem claro é que nunca defendi a agressividade na diplomacia. Tens que ter mais cuidado quando interpretas as minhas palavras. Em muitos casos, a diplomacia política serve exactamente para evitar a agressividade e a confrontação militar. No entanto, isso não significa que em certos momentos, em que a dignidade do país e de um sistema de valores se vê ameaçada, não se use uma retórica mais firme. A verdadeira agressividade residia nas palavras de Chávez ao apelidar Aznar de fascista.

Quanto ao condicionamento da política externa pela política interna, penso que isso é uma interdependencia evidente. Observe-se o caso da Polónia, que acabou por assinar o Tratado Reformador também porque estava em vésperas de eleições, e Kaczynski queria agradar a um maior número de eleitores.

Dizer que se não se faz futurologia é uma boa almofada para deixar de analisar as tendências dos actores do sistema internacional. Afinal é essa uma das funções do politólogo (não a futurologia, mas a análise das tendências, claro!).

O diálogo Espanha/ Venezuela, Rei Juan Carlos Chávez será sempre um diálogo entre uma democracia liberal ocidental e um regime despótico. Logo o rei será sempre o representante da referida tendência ideológica em oposição à outra.

Abraço.

Post Scriptum - Duarte nunca afirmei que era republicano!!! Mas também nunca disse que era monárquico. Embora tenha a minha posição bem definida em relação a esse assunto.

Duarte Serrano disse...

Caro Rui

É mútuo o sentimento de poder dialogar em liberdade e de forma construtiva e por isso quero felicita-lo.

Não se trata de condicionamento bilateral, pois, a Venezuela é que está a caminhar a passos largos para essa posição, mas de pensar nas empresas espanholas. Reitero que as suas palavras são de quem pretende praticar um estilo de diplomacia mais agressivo… Pelos vistos já não defende o seu antigo estilo?

A dignidade do país foi mais do que ameaçada mas os diplomatas até com o diabo se sentam à mesa se preciso.

A política externa condiciona parcialmente a política externa, em caso de eleições tudo se diz, até a verdade, mas a que os outros querem ouvir. Quando os assuntos domésticos se afiguram como linha condutora para a política externa então pouco mais à a fazer. Não é a minha posição!

Bom… quanto a almofadas, pelos vistos V. Exa. fala sobre o futuro do qual ainda não há o que dizer por não ter decorrido, eu não posso falar. Porque? Talvez seja “bom senso”… Eu não analisei uma generalização abusiva da sua parte, as tendências fi-lo como bem sabe, julgo. Já o facto de dizer que tem uma posição bem definida quanto ao regime que defende mas não diz qual, isso é uma almofada. Mantenho a minha afirmação que V. Exa. é Republicano porque já mo afirmou, devo ter ouvido mal, é melhor calar-me!

Gostaria de abordar o resto do artigo e não uma parte dele. Para ir a fundo na análise.

tric disse...

contextos

"Es que la inédita reacción real ocurrió después de casi 40 minutos de un prolongado ataque del venezolano a España. A su historia, a sus políticos, a sus empresarios, e incluso a su monarquía. Claro que Chávez quiso hacerse el gracioso y le dijo a Juan Carlos que se refería a Fernando VII. El rey ni siquiera esbozó una sonrisa."

http://diario.elmercurio.com/2007/11/11/nacional/politica/noticias/105564EC-6428-4149-83FD-716086908D34.htm

Ricardo disse...

Bem o Rei disse aquilo que muitas pessoas queriam dizer mas nao têm coragem para o fazer... mas foi um erro, em diplomacia nao se pode ter este tipo de atitudes, o Rei Juan Carlos que já anda nisto há muito tempo deveria conter melhor as suas emoções para além de prejudicar as relações politicas, prejudica como o Duarte diz as relações economicas já que muitas empresas espanholas realizaram fortes investimentos na Venezuela.
Em relação à vida privada do presidente frances depende daquilo que as pessoas preferem num Estadista querem alguem que tenha uma vida privada sem qualquer "nódoa" como acontece nos EUA onde a vida familiar do candidato a um lugar politico tem de ser "transparente e feliz" ou preferem alguem que se seja um grande politico mas que nao fala da sua vida privada? Por um lado sabemos que as figuras publicas nao têm vida privada dizem é que uma das desvantagens de ser mediatico mas eu defendo que todos nós devemos ter direito à vida privada, porque o importante é avaliar a capacidade do politico ou diplomata pelo seu trabalho e estes devem apenas responder pelo seu trabalho e nada mais... Em relação ao "smartpower" assino por baixo do artigo feito pelo Duarte a educação é algo de fundamental na vida politica e diplomatica Agradeço esta oportunidade de escrever e contribuir para uma saudavel discussão entre os alunos de RI :)

Rui M. F. Saraiva disse...

Olá Duarte, um dos bloggers da revista atlântico, Bruno Cardoso, escreveu este texto, que aqui partilho, porque vai de encontro à minha opinião sobre o assunto:

"O Rei Diplomata e o Bobo Presidente
salta aos comentários
Estou espantado com as alegações de que o Rei Juan Carlos de Borbón teria deixado de ser um diplomata exemplar por ter mandado calar o candidato a presidente vitalício da Venezuela (e já triunfalmente eleito tipo mais chato de todas as cimeiras a que vai), o Coronel Hugo Chávez. Espantadíssimo que haja quem venha defender que o Rei de Espanha deixou de ser o modelo do monarca constitucional ao dirigir-se nos termos em que o fez ao bobo da corte venezuelana (função que Chávez acumula com a posição de Chefe de Estado da Venezuela.) Até podem ser jornais espanhóis a afirmá-lo segundo algumas fontes portugueses aparentemente simpatizantes do argumento. Nem por isso passa a ser certo.

Lembrei-me há tempos, numa outra reunião internacional animada por um mal-educado, o que dizia o exemplar embaixador Calvet de Magalhães. Um diplomata nunca deve perder a calma… a não ser de propósito.

O Rei de Espanha foi ainda sim muito diplomata na sua intervenção. Limitou-se a dizer a Chávez: ‘Mas porque é que não te calas?’ Sabemos que o que realmente ele queria dizer (ele, e provavelmente outros na cimeira) era mais algo do género: ‘Mas ó meu grandessíssimo parvo, porque é que não te calas de uma vez, que ninguém mais te pode ouvir e às tuas merdas!’ ou algo semelhante. Mas não, o Rei conteve-se, diplomaticamente.

Mais a intervenção do Rei de Espanha foi absolutamente exemplar em termos do que deve ser a acção de um monarca constitucional. Cabe ao rei garantir o regular funcionamento das instituições. (Viu-se em 1981.) Alguém é capaz de defender que a participação do Coronel Chávez, os seus discursos delirantes, constantemente (des)temperados de insultos, as suas interrupções ao primeiro-ministro espanhol que protestava dos seus abusos, se enquadram no regular funcionamento de uma reunião entre gente adulta, para não falar de uma cimeira entre chefes de Estado e de governo? No lo creo.

Que viva, portanto, el-Rei Juan Carlos muitos e bons anos, pelo menos tantos quanto durar o vitalício Coronel Chávez.

E Portugal? Deve seguir o exemplo espanhol na América Latina: não comprar guerras que não lhe dizem respeito.".

Duarte Serrano disse...

Caro Rui

Portugal foi criticado por não ter ficado ao lado da Espanha e com razão, afinal Portugal deve ficar do lado de Nuestros hermanos… O comentário desse senhor revela algo curioso, para além de um argumento de autoridade da sua parte ao tentar fazer validas as suas opiniões com as dos outros, revela um certo facciosismo por parte do autor desse texto que referiu. Ora vejamos:

• Quanto à afirmação de que ao Rei de Espanha cabe assegurar o regular funcionamento das instituições. “A Constituição deixa claro que o Rei não é soberano, já que a soberania reside no povo, expressa através de Parlamento democraticamente eleito. Não tem poder legislativo, executivo ou judicial sendo contudo o órgão supremo representante da unidade e da permanência do Estado. Tem como funções principais sancionar e promulgar leis, convocar e dissolver as Cortes Generales e convocar eleições e referendos. Também lhe corresponde propor e nomear o Presidente do Governo, depois de consultar as Cortes Generales e nomear os Ministros, por recomendação do Presidente. Ainda assina Ainda assina os Decretos saídos do Conselho de Ministros e ratifica as nomeações civis e militares.” São estas as funções do rei, não vejo como é possível não sendo um soberano fiscalizar as instituições, mas como não sou jurista nem entendido nas matérias constitucionais espanholas… Creio que deve saber melhor do que eu visto ter dito que concordava com o artigo.

• Para que se saiba não foi por chávez que o Rei saiu antes do término da cimeira mas porque outros Estados também foram agressivos na sua retórica. Se isso é a diplomacia que todos estavam à espera resta saber quem são o “todos” ou se o “todos” agem assim. Mas afinal 40 minutos de ataques é obra…

• A participação ser exemplar, e o diplomata nunca dever perder a calma sem ser despropósito. Se foi exemplar fica ao critério de cada um. Se foi pensado o comentário e a saída então à aqui um aspecto teatral que me escapa na diplomacia.

Portugal não tem de comprar guerras com a Espanha. Portugal tem de pensar no seu interesse nacional esse diz-nos que o silêncio é de ouro mas negro… da cor petróleo. Ou então deixava-mos de fazer o negocio entre a Galp e a Venezuela qual D. Quixote para “salvar os presos que depois nos atiram pedras”. As democracia não são inimigas porém não podem eternamente manter-se apartadas da realidade assim que esta se imponha ao interesse nacional.