sábado, junho 10, 2006

Austrália na NATO???



Os amantes das teorias da conspiração devem-se ter regozijado com as declarações do nosso Ministro de Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral no início desta semana, quando afirmou por duas vezes que a Austrália era membro da NATO.
Para todos aqueles que acreditam que esta organização é mais um dos instrumentos de opressão do Governo americano, sempre pronto a colonizar qualquer país rebelde, este "erro" do Ministro deve ter sido a confirmação de que efectivamente a NATO já controla todos os cantos do mundo.
O mais impressionante é que aparentemente ninguém no MNE foi a tempo de prevenir que Freitas repetisse a calinada de pôr um país do Pacífico Sul no Atlântico Norte.

3 comentários:

Utilizador rejeitado disse...

Não estaria o ministro Freitas do Amaral a querer-se referir à Austrália, enquanto debaixo da alçada da política externa do estado director, a Grã-Bretanha, membro da NATO?

Filipe G. Zuluaga disse...

Se estava então o erro foi ainda maior, pois assim demonstraria que nem sequer sabe em que século estamos, pois a Austrália é um Estado independente desde 1901 e completamente soberano desde 1986 ano em que foi assinado o "Australia Act", não se encontrando debaixo da alçada de nenhum outro Estado e muito menos de uma aliança da qual nem sequer é parte associada.

Utilizador rejeitado disse...

Não foi isso que eu disse. O que disse foi que provavelmente associou a Australia a uma politica de cooperação com o seu chefe de Estado, também chefe de Estado da Grã-Bretanha. Não estou a desculpar Freitas do Amaral... O erro é grande, penso que ele queria referir-se a qualquer coisa, e acabou por meter o pé na argola. A Austrália não faz parte da Nato, mas além do chefe de Estado ser a Raínha de Inglaterra, a NATO e a Austrália têm compromissos fortes e tratados de cooperação e ajuda celebrados há vários anos, e reafirmados no pós 9/11. Basta consultar a página http://www.foreignminister.gov.au/speeches/2004/040519_nato.html e ver o discurso de Alexander Downer, do Foreign Affairs. No entanto, reafirmo, tal não corrige a gaffe.