domingo, fevereiro 10, 2008

Dalai Lama Goes to Washington...

Aqui podemos ver de forma priviígiada o que pensam as duas partes, assim como ouvir do próprio Dalai Lama o que ele pensa ser mais correcto para os assuntos internos da China. As motivações que conduzem a China a evitar este "monge" são" preocupações de interesse nacional, ou seja, de evitar que exista a independência do Tibete.

Deixar o Dalai Lama voltar é começar a incutir que este possa despoletar no Tibete uma insurgência. Podemos aludir se é correcto deixar que este volte só porque foi expulso, sim é! Desde que a Itália volte a ser uma monarquia, pois, também caiu sem a vantade expressa numa eleição, temos também a Alemanha,Austria,França e Portugal. Também podemos pedir a Estado português que devolva as peças que estam expostas no Museu Nacional de Arte Antiga aos descendentes dos Távoras, visto que estes foram acusados injustamente. Já a França tem de devolver toda a arte que saqueou aquando das invasões napoleonicas...

Isto num sentido moral, tem lógica de um uma perspectiva racional e práctica não faz sentido. Usar o passado como fonte de direito tem razão de ser quando este mesmo direito não é afectado pele lei de carácter de excepção.Corremos o risco de ver causasserem defendidas, com o mesmo valor, só pela base histórica. As Nações Unidas não podem falar da China como se fosse um monstro dos direitos humanos, pois, a sua acção no Ruanda ou Darfur deixa no ar que os direitos humanos são como um chapéu, só se abre quando chove

2 comentários:

Rui M. F. Saraiva disse...

Olá Duarte,

O Dalai Lama não pretende concretizar nenhuma insurgência no Tibete, muito menos separar o Tibete da China, embora tenha a legitimidade de o pretender.

Como o Dalai Lama referiu, pretende apenas uma genuína autonomia em relação à China. Como a Catalunha em relação a Espanha penso. Ou seja certas àreas como a política externa seriam os chineses a definir.

Outra coisa, como a jornalista referiu o Dalai Lama é um símbolo mundial de liberdade e paz. Penso que não exista uma sociedade democrática que não o considere como tal. Este facto diz muita coisa. Como sabemos, o regime "aceitável" na actualidade é a democracia. E por isso o Dalai Lama incomoda tanto a China. Quer o Dalai Lama concretize os seus objectivos ou não, a China mais tarde ou mais cedo vai ser confrontada com este problema, o facto do regime ser totalitário. Quantas mais "Tianamen" vão existir?

Outra mentira proferida pelo governo chinês neste vídeo é o facto de existir liberdade religiosa no Tibete. O facto de 6500 mosteiros terem sido destruídos no Tibete desde a invasão chinesa acho que diz tudo. Para os tibetanos, praticar o budismo sem poder ouvir o Dalai Lama, é como a um católico ser proíbido o contacto com o Papa, as suas ideias e conselhos. Isso é liberdade religiosa?

A China tem medo do efeito que traria a presença do Dalai Lama no Tibete. Mas de facto um verdadeiro acordo para uma genuína autonomia para o Tibete, traria do meu ponto de vista grandes vantagens em termos de soft power no plano internacional.

Cumprimentos

Duarte Serrano disse...

Um símbolo mundial de paz!O que é um símbolo de paz, o que é um símbolo mundial?Hoje as nossas crianças, ocidentais já não sentem como antes. A sua maneira de ver o mundo alterou-se, a violência as mortes hoje já não são uma misterio. Enquanto uma familia janta vê na TV uma chacina. O mundo ocidental com o seu seu modo de vida já não tem símbolos,é simbolo aquilo que preserve a nosso status quo social. E isso só se faz com Hard Power.

O Dalai Lama não pode esperar vir dizer que a China tem de tr liberdade,que só quer a autonomia, e esperar ser recebido de braços abertos pelo governo chines...

A questão é: como colocar o Dalai Lama no Tibete quando a China não quer? E quais a mais valias desse apoio. Se pela paz e liberde algum Estado o faça, então que avance...Ainda que considere uma loucura.

Não sou um hipocritica por isso digo que respeito a sua causa,mas não a defendo mem me compadeço com ela. O cliche de "quantas mais mortes, oh meu Deus!nada resolve. Não são as palavras que acabam com esse mal nem os lamentos de "nunca mais" só os fracos o dizem por não poderem ou terem podido alterar o rumo dos acontecimentos.

Uma causa não é tempo perdido, mesmo que esta seja complexa. Mas não entender o que é uma causa perdida ou o momento e forma de operar éingenuidade ou cinismo. Nem sempre ao longo da história o Rei mais legitmo foi aquele que se sagrou Rei. Pelo facto de o Dalai Lama tera legitimidade de fazerum Tibete independente é que os Chineses não vão arriscar.

Esse Soft Power não tem nada que ver com o Dalai Lama. O que altera? Nenhum Estado deixa de se relacionar de bem com a China pelo Tibete, só se for a India e...

Eu não estou aqui para tentar analizaro que é o bem ou o mal ou o que estes representam.A China mudará porque tem de mudar e não é pelo Dalai Lama mas pelo seu crescimento interno e pela classe média chinesa. Mada dura para a eternidade.

A Espanha não é o melhor exemplo. Porque a autonomia em Espanha foi uma medida encontrada para evitar a cisão total.

Falar de autonomia é o mesmo que perguntar a um besugo se quer ser servido com sal ou pimenta.