sexta-feira, maio 05, 2006

Conferências. Valerá a pena organizá-las na LUSÍADA???

Realizou-se hoja a conferência "O Islão face ao Ocidente", na Universidade Lusíada. Realizou-se há uns meses a conferência "A Reunificação Alemã 15 anos depois". A assistencia das duas juntas não chegava para encher um auditório, o que, desde já, é lamentável.
Está marcada para dia 23 de Maio uma outra conferência sobre as energias a que deverão vir o Secretário de Estado responsável pelas energias, Dr. Castro e Guerra, o Engº Mira Amaral, o Dr. Patrick Monteiro de Barros, o Dr. Francisco Ferreira (Quercus), entre outros. A questão que eu coloco, e espero ter realmente respostas (basta de inércia), é se vale mesmo a pena continuar a realizar estes eventos, se depois a taxa de participação ronda os 15% da lotação do auditório.
Evita-se passar por vergonhas desnecessárias e desperdiçar esforços que tão bem podiam ser aplicados noutras coisas e pessoas bem mais merecedoras. De qualquer modo, agradeço a todos os que compareceram hoje, incluindo os colegas de Gestão, que embora obrigados, fizeram o favor de assistir com interesse. Repito, espero respostas.

6 comentários:

D.Noivo disse...

Pois é Rui… percebo as tuas duvidas, tal como entendo a tua frustração.
Fiz parte do CEPRI durante 2 anos e sei bem as resistências que um membro de um núcleo pode encontrar – quer da parte dos colegas, quer da parte da própria Universidade.
Será normal? Não sei. Assisti aos paneis de hoje, tal como a muitas outras conferências realizadas na Lusíada e reconheço ser notório que cada vez mais se verifica um decréscimo de alunos na plateia.
Agora, e se me permites a franqueza (e poderei estar a exceder-me), parece-me que a tónica do problema não deve ser só colocada nos alunos. É claro que muito do que se pode fazer numa universidade parte do espírito de iniciativa dos alunos, e aqui tenho que dar os parabéns aos actuais corpos sociais do CEPRI. Todavia, havemos de reconhecer que os nossos cursos estão a “morrer” e, certamente, não por culpa dos alunos.
Nos últimos 2 anos, os alunos dos nossos cursos têm demonstrado interesse, capacidade e valor nos diversos encontros nacionais e internacionais em que têm participado. A nossa universidade, da qual eu visto a camisola e continuarei a fazê-lo mesmo terminando a minha licenciatura este ano, aproveitou estes nossos desempenhos para se fazer valer e dinamizar os cursos? Creio que não.
Nós temos evidenciado a qualidade da Universidade Lusíada de Lisboa (nos cursos de Relações Internacionais e Ciência Política) como nunca tinha sido feito. Temos atingido resultados incríveis para a nossa universidade quer em Portugal, quer fora. Levámos para a Lusíada um conjunto de prémios nos últimos anos, prémios esses que a Lusíada poderia ter utilizado para se publicitar, atraindo mais alunos novos e criando melhores condições para os que já lá estudam. No entanto, não o fizeram.
Sei que sou suspeito mas, no meu entender, a Lusíada tem os melhores cursos de Relações Internacionais e Ciência Política do país. Não me parece exagero, já o demonstramos e mais do que uma vez! E quando os alunos se esforçam, assumem de corpo e alma o “Azul e Amarelo” e, no final, verificam um profundo desinteresse pelos cursos que frequentam, desmotivam-se. Não se cria espírito de união, a iniciativa dos discentes é menor ou mesmo nula.
Podia ter entrado numa universidade pública e não o fiz. Agora que termino a minha licenciatura, estou muito feliz por ter ficado na Lusíada. Do contacto que tenho tido com outros cursos de Ciência Política do país, e foi bastante ao longo destes 4 anos, julgo ser notória a qualidade do nosso. Mas tenho pena que se tenha deixado o meu curso “morrer”! Ainda para mais tendo em atenção que é um dos melhores do país – para mim, o melhor!
Termino agora este desabafo, que não deveria ter feito. Tal como acho que não deverias ter espelhado o teu descontentamento como o fizeste, ainda para mais em 2 posts.
Mas é assim Rui, quando nos desmotivamos e nos sentimos frustrados, temos esta necessidade premente em desabafar!!!

Um abraço rapaz!

Utilizador rejeitado disse...

Rui:

Mais do que ninguém, devias saber o quão engrato é esse ímpeto de fazer a máquina andar. Compreendo o movimento, a vontade, a energia, as excelentes ideias, mas continuo sem compreender como se processa tanta inactividade por parte de quem, com responsabilidades, poderia fazer um pouco mais pela SUA universidade. Estão lá os alunos, os professores, os catedráticos, os valores, os prémios (como tão bem o Diogo referiu) mas sobretudo vontade de quem está acima de tudo isto para tornar a Lusíada num projecto vencedor. Poderia enumerar aqui um rol de coisas que se podiam fazer, corrigir, melhorar, apurar, espalhar, publicitar, investir, mas infelizmente isso seria visto, como sempre, como sugestões e "ideias" a empilhar.
É necessário compreender que não existe vontade, e nesta alturas, considero que só nos resta guardar esforços para o momento certo. O adágio popular diz-nos que "não vale a pena chover no molhado", e eu acrescento que "em tempo de seca, é melhor poupar àgua..."

Abraço!

Rui M. F. Saraiva disse...

Como aluno do 1º ano, talvez tenha a ingenuidade de acreditar que é possível mudar, dinamizar, pensar, actuar e fazer do CEPRI um centro de estudos políticos com a qualidade e a dignidade que merece.
Talvez seja preciso um esforço conjunto dos alunos para os professores acreditarem no CEPRI, mas é desanimador não haver recompensa ao mérito e esforço dos que tiveram bons resultados e representaram de forma positiva a universidade (caso do Diogo Noivo e outros).
No fundo a ausência dos alunos na conferência é o espelho da sociedade cívil apática e provinciana que temos em Portugal...

O Prevenido disse...

Rui compreendo os teus anseios e frustrações, mas penso que a vida é assim mesmo, um "osso" duro de roer. Mas penso igualmente e inequívocamente que o trabalho desempenhado pelo C.E.P.R.I. é de qualidade, só não o é mais - muitas vezes - porque "altas individualidades" não o permitem, e as "ingerências" são muito regulares (basta apenas citar o exemplo da formação de painéis).

Por mim, e também pelos meus colegas espero que esta NOSSA vontade não padeça (como aparentemente é o estado em que se encontram os cursos de Relações Internacionais e Ciência Política), e juntos teremos que encontrar força para seguir em frente com temas cada vez mais interessantes e reveladores.

Não desesperes grande Rui, estamos todos no mesmo barco, e o levaremos a bom porto!!

Um abraço


Ps: Eduardo, não te vi por lá! tanta demagogia!!! ehehe

Utilizador rejeitado disse...

Luís, as razões estão bem explicadas no meu comentário. Lamento a minha afirmação de personalidade e de carácter a que poucos estão habituados, mas não compartilho, participo ou assisto a conferências que foram alvo de lobbies com tudo o que isso acarreta. Quando me perguntam, como aluno o que desejo que se debata, desde logo dou ideias, sugestões, disponibilidade e o que acontece é uma censura ao desenvolvimento e à livre opinião. Então a minha posição é, e será sempre, esta que desenvolvi. Acredita que não tenho aversão a conferências, a última que fui foi às 21:30! E fiquei até à uma da manhã a ouvir constitucionalistas e não só, mas ouvi de tudo, com respeito uns pelos outros, e sem lápis azul. Ah, e como é normal e regra de boa educação, responderam prontamente às questões que foram levantadas.

Como bem dizes, são as ingerências que ainda não perceberam qual o seu número neste circo.

:)

O Prevenido disse...

Eduardo, penso que relativamente ás "ingerências" todos estamos de acordo, mas também acho que não é pelo facto de não apareceres, tenhas as razões que tiveres (porque acredita que eu não concordo em NADA com a falta de liberdade e de decisão própria que o C.E.P.R.I. carece), porque ao fim ao cabo são temas que nos interessam e se temos que mudar algumas coisas no que respeita aos nossos cursos e à sua projecção, acredita que este é um caminho, com as dificuldades inerentes, é claro!

:)