terça-feira, maio 09, 2006

Ministro acena a homólogo

A SImpatia do Sr Ministro

Alegadamente, segundo um jornal palestiniano, o Ministro dos Estrangeiros português terá, há alguns dias, apertado a mão ao responsável pela diplomacia palestiniana.
Ora, sendo política comum a todos os Estados da União o corte de relações com o governo da autoridade Palestiniana enquanto este não renunciasse ao terrorismo e à violência, o simpático ministro deveria ter passado pelo seu homólogo e tê-lo ignorado, fingido que não se lembrava dele (o que não seria de estranhar), ou mesmo dado um pontapé. Seria talvez a melhor forma, de um pequeno país, de um pequeno e fraco continente ter mostrado que a questão do terrorismo nos incomodava.
Chega de brincadeiras!
Embarcar neste tipo de jogos, que só se iniciam porque favorecem o fanatismo árabe, é tornarmo-nos o peão num tabuleiro em que os Reis são regimes despóticos. Entrar nestes jogos favorece, como diz e bem o Professor Marques de Almeida, a criação de uma entidade geopolítica adversa a todos os valores ocidentais. É dar valor a uma situação que, ao que diz o porta-voz do ministério, nem sequer foi bem assim. É entrar no jogo que interessa à Palestina que seja jogado. Afinal, um membro de um governo europeu cumprimentou um responsável palestiniano. E que tem isso de mal? Na sociedade ocidental não é a boa educação um valor a preservar?

1 comentário:

Filipe G. Zuluaga disse...

Junto-me na condenação aos comentários ridículos sobre este episódio. Parece que era apetecível que o chefe da diplomacia de um país civilizado rompesse todas as regras de protocolo e passasse ao lado de um seu homólogo sem o cumprimentar só por causa da relações entre a UE e o Governo palestiniano. As acusações parecem mais dignas dos países latino-americanos, onde as trocas de insultos entre líderes são comuns e fazem parte do folclore da região. Não posso deixar de pensar que se calhar os ataques são feitos só pelo facto do Ministro ser Freitas do Amaral e não pelo acontecimento em si. Que eu saiba ele não assinou nenhum tratado ou acordo com os palestinos com esse aperto de mão, por isso, para que este escândalo?